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Editorial: Rendimentos Financeiros em Fevereiro de 2011
Todo final de mês a EFC levanta os principais rendimentos financeiros e em seguida os publica no “Opinião”, com o quadro abaixo. Hoje examinamos as diferentes aplicações de dinheiro durante o mês de Fevereiro de 2011, quer em termos nominais, quer descontada a inflação desse período, a qual, medida pelo IGP - M da FGV, foi de 1,00% em Fevereiro, acumulando 1,80% nos dois primeiros meses do ano. Esse número acumulado é bastante alto, pois corresponde a uma inflação anualizada de 11,30%, muito superior da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional e considerada pelo Banco Central como valor a ser perseguido dentro do intervalo de mais ou menos 2%. Notar que os números da EFC para os fundos de investimento correspondem a médias ponderadas dos dez maiores fundos de cada categoria, ordenados pelos seus respectivos patrimônios líquidos.

1) O melhor rendimento no mês foi o do ouro, com 5,52% nominais e 4,47% reais, isto é, descontada a inflação de fevereiro; contudo, no valor acumulado, o ouro também perde da inflação. O ouro em fevereiro foi influenciado pela crise na Líbia, quando as incertezas elevaram o preço do petróleo a mais de US$ 100 o barril.
2) O índice Bovespa foi o segundo melhor rendimento nominal de fevereiro, com 1,22%, mas perdeu da inflação no valor acumulado de dois meses, quer em termos nominais, quer em termos reais, quando acusou -4,49%.
3) As aplicações em fundos de ações, que não necessariamente acompanham a variação do índice Bovespa, resultaram no rendimento nominal mais baixo em fevereiro, com -0,77% mas com 0,92% no valor acumulado nominal nos dois primeiros meses do ano; contudo, os valores reais, isto é, descontados das respectivas inflações do mês e acumulada até fevereiro, resultaram em números negativos, respectivamente -1,75% e -0,86%.
4) As três aplicações de renda fixa mostradas no quadro (CDB’s, Fundos referenciados ao DI e Fundos FIF) resultaram em um rendimento real negativo em fevereiro, pois os respectivos rendimentos nominais ficaram abaixo da inflação do mês; nos dois primeiros meses, nenhuma aplicação de renda fixa ganhou da inflação.
5) As aplicações em caderneta de poupança em fevereiro continuaram rendendo menos do que a inflação, mas a vantagem é que não pagam imposto de renda sobre os ganhos nominais para as pessoas físicas, ao contrário das aplicações em renda fixa já comentadas. Terminariam 2011 com um rendimento real de no máximo 2%, desde que o Governo conseguisse controlar a inflação dentro da meta, o que é pouco provável, contudo. Em 2010 a poupança perdeu 4% reais, número que deverá se repetir em 2011.
6) As aplicações em dólar continuam negativas; os esforços do Governo para impedir a excessiva valorização do Real têm sido totalmente infrutíferos.
As perspectivas para investimentos financeiros em 2011 não parecem promissoras; os altos rendimentos das ações que ocorreram nos dois períodos do presidente Lula não vão se repetir em 2011, possivelmente. A escolha de aplicações, quer em renda fixa, quer em fundos, terá que ser muito seletiva, portanto.
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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