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Editoriais 04/02/2011

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 04/Fevereiro/2011     EDFEV042011.DOC Abrir/Imprimir em Word
           

Editorial: Rendimentos Financeiros em janeiro de 2011   

Todo final de mês a EFC levanta os principais rendimentos financeiros e em seguida os publica no “Opinião”, com o quadro abaixo. Hoje examinamos as diferentes aplicações de dinheiro durante o mês de janeiro de 2011, quer em termos nominais, quer descontada a inflação desse período, a qual, medida pelo IGP - M da FGV, foi de 0,79% em Janeiro. Esse número é bastante alto, pois corresponde a uma inflação anualizada de 9,9%, muito superior da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional e considerada pelo Banco Central como valor a ser perseguido dentro do intervalo de mais ou menos 2%. Veja os principais destaques abaixo:

1)    O melhor rendimento no mês foi o do fundo de investimentos em ações[1] com 3,92%; essa modalidade de aplicação foi a única que teve um importante ganho real, mas curiosamente, as aplicações em bolsa, que seguem o índice Bovespa, foram negativas, -4,69%. De fato, o índice Bovespa terminou o ano de 2010 em 69.304 pontos, mas em 31/01/2011 estava em 66.574 pontos. A queda em janeiro foi de 2.730 pontos.

2)    O índice Bovespa se portou ao contrário dos fundos de ações, pois apresentou uma expressiva queda
 -4,69%, devido aos fatores internos do Brasil (desastres com as chuvas e secas, fatores políticos do início do Governo Dilma, subida da taxa Selic) e aos fatores externos ligados ao oriente médio ligados à Tunísia, Jordânia, Egito, subida do preço do petróleo, incertezas econômicas da Europa.

3)    As três aplicações de renda fixa mostradas no quadro (CDB´s, Fundos referenciados ao DI e Fundos FIF) resultaram em um rendimento real praticamente nulo, já que seus números nominais ficaram próximos da inflação. Se a inflação for controlada até o final do ano, terminando dentro da meta de 4,5%, tais modalidades de renda fixa terão um rendimento real da ordem de 3 a 4% em 2011.

4)    As aplicações em caderneta de poupança em Janeiro renderam menos do que a inflação, mas a vantagem é que não pagam imposto de renda sobre os ganhos nominais para as pessoas físicas, ao contrário das aplicações em renda fixa já comentadas. Devem terminar 2011 com um rendimento real de no máximo 2%, desde que o Governo consiga controlar a inflação dentro da meta. Em 2010 a poupança perdeu 4% reais.

5)    As aplicações em dólar continuam negativas; os esforços do Governo para impedir a excessiva valorização do Real tem sido totalmente infrutíferos.

6)    O ouro, que apresentou um alto rendimento em 2010 (de 18,81% reais) foi muito negativo em janeiro, -10,10%. Devolveu boa parte do ganho, mas com o cenário perturbado do oriente médio, deverá voltar a ter resultados positivos.


[1] A EFC calcula os rendimentos dos fundos através de uma média ponderada dos dez maiores de cada categoria; isto significa que podem existir fundos com rendimentos maiores e menores do que os valores apresentados em nosso quadro.


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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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