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Editoriais 30/11/2007

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana Finda em 30/novembro/2007

 

Editorial: Previsões dos rendimentos financeiros até dezembro 2007  EDONOV302007.DOC Abrir/Imprimir em Word

A EFC acompanha mensalmente a evolução das diferentes aplicações financeiras brasileiras, mostrando os seus rendimentos nominais e reais, isto é, com a inflação descontada. Faz isso e publica tais dados através do “Opinião”, nossa carta semanal grátis, fazendo 15 anos de edição.

Hoje vamos inovar um pouco, apresentando as previsões desses rendimentos financeiros acumulados até o final do ano de 2007, item por item. Vamos começar pelos de renda fixa:

1) Caderneta de poupança: A famosa e simples caderneta vai acumular até dezembro algo como 7,9% de ganho nominal. Como não paga imposto de renda nem possui taxas de administração, basta descontar a inflação para se estimar o seu ganho real líquido. Bem, ai está o problema: qual índice levar em conta, o IPCA do IBGE, que projeta 3,9% ou o IGP – M da Fundação Getúlio Vargas, que projeta para o ano 5,7%? A EFC fica com o segundo, achamos mais realista. E, nesse caso, o rendimento real líquido da poupança fica em 2,3%[1], que não é grande coisa, mas é mais do que zero.

2) CDB’s e fundos de renda fixa: Essas três categorias andam sempre próximas, sendo que em geral os CDB’s possuem os menores valores e o Fundo referenciado ao CDI o maior valor, ficando logo abaixo o FIF não referenciado. Enquanto o CDB tem apenas o IR na fonte, os dois fundos também descontam o IRF mas possuem as famosas taxas de administração, que são variáveis conforme o particular fundo; e, claro, todos precisam do desconto da inflação. Para efeito de comparação, vamos considerar uma taxa de 0,5% ao ano (bastante baixa!) e um IRF de 20%, bem como uma inflação projetada de 5,7% para o ano. O resultado está mostrado no quadro abaixo:

Como se vê, o CDB acaba perdendo para a caderneta de poupança. Quem aplica nessa modalidade deve negociar com o gerente do banco.

3) Ações e Fundo de Ações: essas duas modalidades serão as melhores aplicações em 2007. Uma carteira que acompanhe o Índice Bovespa deverá terminar o ano com um ganho nominal entre 45% e 50%, já que o índice acumula até novembro uma alta de 42%. Os fundos de ações, em fases de subida da bolsa, normalmente vão “por baixo”, e na descida, caem menos. Ou seja, são menos voláteis. Podemos prever um ganho líquido, depois das taxas de administração, IR e inflação da ordem de algo entre 20% e 40%, dependendo do particular fundo.

4) Aplicações dolarizadas: em 2007 são fortemente perdedoras, amargando números negativos entre 15% e 20%. Cambio para dezembro, 1,75 a 1,80. São nossas previsões.

Normalmente acertamos!


[1] A conta de cálculo não é uma mera subtração e sim o resultado da divisão dos dois multiplicadores.

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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