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Semana Finda em 03/agosto/2007
Editorial:Rendimentos financeiros do ano, até julho de 2007 EDAGO032007.DOC 
Como fazemos todos os meses, este “Opinião” analisa os rendimentos financeiros do mês de julho de 2007 e dos sete primeiros meses do ano. O quadro abaixo apresenta os rendimentos nominais, isto é, em moeda corrente, sem as taxas de administração e antes do IR na fonte

No mês de julho as ações, que vinham liderando os ganhos dos meses anteriores, perderam para as aplicações de renda fixa, que em julho foram lideradas pelos fundos ligados ao DI, a taxa dos depósitos interfinanceiros. Esta pode ser entendida como aproximadamente igual a taxa SELIC, para simplificar o raciocínio dos leitores. O FIF DI rendeu 0,92% em julho; o fundo comum de renda fixa rendeu 0,86% e os CDB’s 0,74%. A poupança, como sempre, rende menos, 0,65% mas não paga IR para pessoas físicas.
A EFC, para apresentar esses números dos fundos seleciona para cada categoria os dez maiores por patrimônio líquido e então calcula uma média ponderada das rentabilidades de cada um. Isso significa que é possível encontrar fundos com rendimentos maiores ou menores que os números da EFC, já que existem mais de dois mil fundos no Brasil, dos diferentes tipos.
Na coluna da direita do quadro apresentamos os números acumulados para os sete meses de 2007. E aí a ordem se inverte, com as aplicações em fundos de ações superando os demais rendimentos e atingindo 25,20% no período, um ótimo número. O Índice Bovespa, representativo de uma carteira das ações mais líquidas da Bolsa brasileira, subiu 21,83%, um pouco menos, ou seja, os fundos de ações performaram melhor do que o Índice.
Nos sete meses de 2007 as aplicações de renda fixa continuam na faixa esperada, tendo acumulado de 5,36% (CDB’s) à 7,00% (Fundo FIF). E projetando números para dezembro entre 9 e 12%. Retirada a inflação estimada em 3%, a taxa de administração de 1,5% e o IR estimado em 20%, esses rendimentos caem para a faixa de 7 à 9%, uma ótima rentabilidade real líquida para doze meses...