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Editoriais 02/01/2009

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 02/janeiro/2009     EDJAN022009.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:  Rendimentos Financeiros em 2008; projeções para 2009

O quadro abaixo apresenta o resultado das aplicações financeiras em 2008, em termos reais, isto é, com a inflação de 2008. Como de praxe, levamos em conta a mesma medida pelo IGP-M (índice geral de preços variante de mercado) da Fundação Getúlio Vargas, da ordem de 10% (9,38%). Abaixo repassamos nossa metodologia e damos nossas estimativas de rendimentos para cada categoria .

1)      Inflação: estamos projetando uma inflação em 2009 medida pelo IGP-M FGV de 5 a 6%; vale dizer que nossas projeções de rendimentos reais já consideram uma média de 5,5%.

2)      Cotações do dólar: apanhamos informações de diversos sites especializados, inclusive do Banco Central do Brasil; os investimentos em dólar tiveram o melhor desempenho em 2008, porque a cotação esteve muito baixa e nos últimos meses houve uma extraordinária recuperação, na medida em que os dinheiros especulativos saíram do Brasil e caiu a oferta de moeda americana. As nossas estimativas da cotação para o final de 2009 variam entre R$ 2,40 e R$ 2,70. A estimativa do FOCUS[1] é de 1US$=R$ 2,25.

3)      Ouro: os investimentos em ouro no Brasil seguem as cotações internacionais, as quais subiram muito devido o quadro do oriente médio; refletem também a cotação da moeda americana para a conversão em reais. Projetamos uma variação para 2009 de 5 a 10% acima do fechamento de 2008, em termos reais.

4)      Renda Fixa: os investimentos de renda fixa são de três categorias: Fundos, CDB’s e Poupança. Vamos examinar cada uma delas:

a.      Fundos de Renda Fixa: renderam menos de 2% em números reais, ou seja, algo como 11% a 12% em termos nominais em 2008; projetamos de 2 a 3% reais para 2009; é preciso dizer que o Brasil tem milhares de fundos, centenas nessa categoria e, portanto o rendimento depende do particular fundo que se examina. A EFC calcula uma média ponderada entre os dez maiores de cada categoria, levando em conta o montante de investimentos de cada um deles. Ou seja, nossos números são médios, podendo ser ultrapassados pelos melhores deles.

b.      CBD’s: consideramos aplicações para pequenos e médios lotes (até R$ 5.000,00). Em 2008 os CDB’s perderam ligeiramente da inflação. Como a projeção do IGP-M para 2009 é bem menor do valor efetivo de 2008, projetamos para 2009 um rendimento real dos CDB’s da ordem de 1% a 2% no ano, ou seja, algo como 6% a 7% nominais.

c.       Poupança: trata-se da aplicação mais simples da renda fixa, ideal para pessoas muito cautelosas e para pessoas que não entendem das aplicações mais sofisticadas. Pode-se aplicar qualquer valor, com a vantagem de que os rendimentos para pessoas físicas não estão sujeitos ao Imposto de Renda.

5)      Aplicações em Renda Variável: Elas são de dois tipos, ações e fundos de ações. Prognósticos:

a.      Ações: seguimos o Índice Bovespa, que em 2008 teve um forte desempenho negativo, de menos 46,47%. Nos últimos dois meses do ano de 2008 o valor do Índice Bovespa esteve abaixo de 30 mil pontos, tendo saído de um pico de 73 mil pontos, no primeiro semestre de 2008, ou seja, perdeu mais de 50% em relação ao pico. Um dos piores anos das últimas décadas. Em virtude da forte queda, estamos prognosticando uma variação positiva acima da inflação para 2009 da ordem de 20% a 30%.

b.      Fundos de Ações: Os fundos de ações acompanham o Índice Bovespa, com a seguinte ressalva: na subida, sobem menos; na descida, caem menos, ou seja, são menos voláteis. Prognosticamos rendimentos reais de 15% a 30% para 2009, portanto superando a renda fixa.

Abaixo reproduzimos as estimativas do FOCUS edição de 2 de janeiro de 2009:

 



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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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