Será que uma família pode preservar sua fortuna por várias gerações? Segundo a história dessas tentativas, elas acabam no ditado: "de mangas curtas à mangas curtas em três gerações" ou "avô rico; filho nobre; neto pobre".
Diz a teoria que a preservação da riqueza no longo prazo é uma questão de comportamento humano; Para preservar a riqueza com sucesso, a família precisa fazer um pacto societário entre seus membros individuais.
Portanto, a família precisa concordar em criar um sistema de governança representativa, com base nos valores familiares que desenvolveu ao longo dos anos; a missão desse sistema de governança deve ser a de enfatizar a busca da felicidade de cada membro individual da família, com o objetivo de alcançar a preservação, no longo prazo, da riqueza da família: seu capital intelectual, humano e financeiro.
Essa solução significa a prática de múltiplas técnicas quantitativas e, principalmente, qualitativas, por um longo período de tempo, para permitir que a família tome mais decisões positivas do que negativas sobre a utilização de seu capital intelectual, humano e financeiro. A preservação da riqueza é um processo dinâmico. A família, como todo investidor, precisa maximizar o retorno do capital, no sentido de alcançar o crescimento necessário para a preservação da riqueza no longo prazo.
Em relação ao seu capital financeiro, a família precisa lembrar, acima de tudo, que é necessário procurar seu melhor rendimento; deve assumir parâmetros de risco e retorno compatíveis com períodos de planejamento no longo prazo; deve procurar uma gestão profissional para seus ativos financeiros.
"Family Office" é um conjunto de serviços estruturados, uma espécie de "private trust company" que, no Brasil, substituiríamos por instituição privada de administração fiduciária, organizada para famílias ricas, com patrimônio total acima de cinco milhões de dólares, e com aplicações financeiras de um milhão de dólares ou mais, e com administradores por elas escolhidos para controlar seu patrimônio.
Mais do que um "banco particular da família" ou um serviço de "private banking", o "Family Office" funciona como administrador de fundos de venture capital e de resgate, de planejamento e administração conjunta de investimentos financeiros, de planejamento de patrimônio/herança, de doações de ações e outras transações dentro da família, de pagamento de impostos e seguros de grupo. O planejamento financeiro centralizado permite que a família possa investir sua riqueza como grupo, aumentando seu poder de barganha e de compra e baixando os custos de "portfolio management". Além dos serviços financeiros propriamente ditos, o "Family Office" oferece serviços de consultoria, aconselhamento, "coaching" dos membros da família com relação a estruturação de sua missão como família e formatação da constituição familiar, do conselho de família, do seu código de ética, do comitê de planejamento de carreira dos seus jovens membros, planejamento da sucessão, aposentadoria e possibilidade de novas carreiras para os mais velhos, filantropia e estabelecimento de fundações, entre outros.
Para estabelecer um "Family Office" é necessário pesquisar o que o cliente/família deseja e o que quer alcançar, a quem esse serviço servirá, que serviços deverá prover, que custos o cliente/família irá arcar, quais os familiares que participarão, como serão divididos os custos. Orçar adequadamente os serviços é parte essencial da fase inicial. Os honorários devem prover o pagamento da equipe e de todos os serviços internos e externos. Da equipe fazem parte: advogados, contabilistas, administradores/investidores profissionais e consultores de famílias. E de sua escolha adequada depende o sucesso do Projeto. Ao pensar "Família Office", pense EFC.