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Editorial: A pressa no Pré - Sal - Parte II
O gráfico 1 abaixo mostra a previsão do preço do petróleo até 2030, com uma subida contínua terminando em US$ 180 o barril Esse preço é fundamental para se determinar a viabilidade da extração de petróleo em camadas de grande profundidade. Se o preço cair muito, a exploração do óleo recém descoberto se tornará inviável.

Outro aspecto crítico é a enorme escassez de sondas que operem em águas profundas. Trata-se de equipamento especial, que se mantém estacionário através de hélices de posicionamento dinâmico, recebendo sinais de satélites que comandam, via computador a bordo, o acionamento dos propulsores (em geral seis, sendo frontais, trazeiros e laterais). A fotoabaixo mostra um desses navios, cuja taxa diária de aluguel pode chegar a US$ 300 mil. Atualmente há uma grande escassez desses equipamentos, que para serem construídos levam pelo menos cinco anos.

Foto de navio de posicionamento dinâmico para perfurar emÁguas profundas – Fonte, vide nota 2
O custo de produção em águas profundas fica, segundo a EIA (vide nota 1) na faixa de 90 dólares o barril, para uma demora de pelo menos 10 anos para começar a produzir. Segundo o estudo mostrado no gráfico 1, em 2020 a Agência de Informação de Energia prevê que os preços estarão acima de US$120 o barril, havendo portanto margem para gerar lucro. Mas com investimentos bilionários que terão que serem feitos em mais de uma década.
Após os estudos de geologia, de perfuração dos poços que irão delimitar cada campo de petróleo, perfuração dos poços de produção, instalação das redes de tubulações no fundo do mar, se inicia a produção do óleo nos campos de águas profundas, que terá que ser feita em mais de dois mil metros de lâmina d’água. Essa fase exige também equipamentos de posicionamento dinâmico, preparados não para perfuração mas sim para processar o óleo retirado, equipamentos estes muito caros e escassos.
O próximo problema é o transporte até o continente. Essa fase de engenharia é tão ou mais complexa do que as duas anteriores (perfuração e produção) porque exige a montagem de uma rede extensa de dutos submarinos ligando as dezenas de poços de produção entre si, para depois se conectarem a uma tubulação de subida ao nível do mar, onde o óleo será pré-tratado na plataforma de produção e dela bombeado para navios especiais de transporte. Também desenhados ou adaptados especialmente para esse fim.
Os planejadores de Brasília não podem esquecer que o Brasil não fabrica mais do que dez por cento das centenas de tipos de equipamentos auxiliares: tubos de perfuração, brocas especiais, fluidos e lamas de perfuração, equipamentos e robôs submarinos, tubos de produção, rebocadores, além, claro, dos navios ou plataformas de posicionamento dinâmico. Praticamente tudo vem dos Estados Unidos ou de alguns poucos países europeus. Com pagamentos exclusivamente em dólares.
Ou seja, ao lado dos gigantescos problemas jurídicos, econômicos e sociais do pré-sal, terá o Brasil que encarar complexos problemas técnicos. Verdade, há a Petrobrás. E ai a pergunta: para que outra empresa estatal? Mais empregos públicos?
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O BNDES TEM MUITAS MODALIDADES PARA ATENDER SUA EMPRESA, POR EXEMPLO:
· FINANCIAMENTO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL, ATRAVÉS DO PROGRAMA “FINEM”
· FINANCIAMENTO DE NOVOS PROJETOS DE TECNOLOGIA VIA PROGRAMA DE “INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS”
· NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DO PROGRAMA “PEC”
O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!
NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009
O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros.
Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização.
A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.
O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.
ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!
VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf
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"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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