|
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Editorial: O derrame de dólares do FED
O presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, Ben Bernanke anunciou, na quarta feira passada, uma operação de “monetização” do passivo governamental americano, através da compra de US$ 600 bilhões de “Treasury Bonds”, títulos federais de longo prazo. Esse passivo hoje é da ordem de 14 trilhões de dólares (vide a notícia diretamente do texto do federal Reserve abaixo).
Curiosamente o maior comprador desses títulos é a China, que declarou em seguida que “levantará uma verdadeira muralha de fogo” para evitar a entrada de capitais especulativos. Justo ela, que mantém sua moeda super desvalorizada, com a qual invade os mercados do próprio Estados Unidos, da Europa e, claro, do Brasil.
Aqui a invasão tem sido em todos os segmentos industriais: de sapatos a tecidos; de máquinas a motocicletas e veículos; de brinquedos a eletrônica. Com preços imbatíveis e qualidade em ascensão. Conhecemos muitos industriais brasileiros que pararam de produzir e estão simplesmente importando seus produtos da China, já com embalagens escritas em português e com suas marcas. Gerando emprego e renda na China e perdendo dólares na balança comercial.
Dizem os economistas (e ouvi isso de reputados profissionais) que com o câmbio flutuante o mercado se ajusta automaticamente, pois na medida em que os saldos comerciais caiam, haverá uma pressão para reverter o câmbio e então o fenômeno se “auto regula”.
Na prática, não é assim. Pelo menos no que temos observado de 2005 para cá, quando tivemos um saldo na balança comercia de US$ 46 bilhões. De lá para cá, deveremos fechar 2010 com US$ 16 bilhões, ou seja, 34% do valor obtido em 2005. E boa parte desse saldo se deve a commodities, que exportamos “in natura”: basicamente minério de ferro e soja.
A literatura recente de sistemas cambiais, revisitada hoje, mostra que o caso brasileiro atual ainda não foi adequadamente tratado pelos economistas. Nosso caso é sui generis, pois temos um enorme volume de reservas cambais (em agosto/2010, US$ 260 bilhões), inflação baixa, crescimento acentuado (7,6% em 2010, previsão do relatório FOCUS do Banco Central do Brasil).
Será que o atual regime cambial (câmbio flutuante) é o melhor para o Brasil? Se a China, causadora de boa parte dos desequilíbrios cambiais atuais tem câmbio fixo, não muda e não se incomoda com as pressões, e ainda promete criar a tal barreira de fogo, o que estamos fazendo e por quanto tempo vamos permitir erodir nosso parque industrial, não só com produtos chineses, mas também com produtos coreanos, mexicanos, e até europeus? Adiantará algo as conversas do G20?
Diz o FED textualmente: “To promote a stronger pace of economic recovery and to help ensure that inflation, over time, is at levels consistent with its mandate, the Committee decided today to expand its holdings of securities. The Committee will maintain its existing policy of reinvesting principal payments from its securities holdings. In addition, the Committee intends to purchase a further $600 billion of longer-term Treasury securities by the end of the second quarter of 2011, a pace of about $75 billion per month. The Committee will regularly review the pace of its securities purchases and the overall size of the asset-purchase program in light of incoming information and will adjust the program as needed to best foster maximum employment and price stability.”
Fonte: http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20101103a.htm
-
-
PRECISANDO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL?
PRECISA FINANCIAMENTO PARA EXPANSÃO?
PRECISA RECURSOS PARA INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS?
PRECISA REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA?
PRECISANDO DEPROJETOS BNDES?
O BNDES TEM MUITAS MODALIDADES PARA ATENDER SUA EMPRESA, POR EXEMPLO:
· FINANCIAMENTO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL, ATRAVÉS DO PROGRAMA “FINEM”
· FINANCIAMENTO DE NOVOS PROJETOS DE TECNOLOGIA VIA PROGRAMA DE “INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS”
· NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!

FALE COM A EFC. SÃO 45 ANOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL COMPROVADA NA TEORIA E NA PRÁTICA EFC – ENGENHEIROS FINANCEIROS& CONSULTORES - EXPERIÊNCIA E SERIEDADE
TEL. (11) 3266-2841 / (11) 3266-2839
EMAIL: comercial@efc.com.br - www.efc.com.br
Seminários “in company” EFC: Saiba mais...
|
"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...
|
|
Estudo completo sobre corretoras disponível, incluindo balanços publicados devidamente encadernados. Na aquisição do estudo tenha acesso aos estudos de
1997 a 2009.
Adquira já...
|
|
|
Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
|
|
|