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Editorial: A crise mundial mal avaliada
Olhando-se hoje, é possível analisar os erros cometidos na avaliação da crise mundial e de seus reflexos sobre o Brasil. O difícil seria ter acertado nas avaliações sobre o futuro meses ou anos atrás, para que as medidas corretivas pudessem ser tomadas com antecipação. Neste sentido, uma reflexão crítica pode ser útil para que nossa capacidade preditiva seja melhorada e se possível em muito. Reproduzimos abaixo trechos de nosso “Opinião” de cinco meses atrás, que faz um retrospecto geral:
1) 2005: A raiz da crise começa com o encarecimento do preço dos imóveis residenciais americanos, que a partir de um índice de 100 no ano 2000 atinge 185 em 2005. Entusiasmados pelo crédito barato, a classe média americana entrou firme na expansão de seus gastos, trocando suas casas por imóveis maiores, mais luxuosos e certamente financiados.
2) 2006: A partir desse pico, os preços dos imóveis começaram a cair; como todos eles geravam hipotecas, e como tais hipotecas eram negociadas em forma de “pacotes” criando lastros para o lançamento de títulos através do mecanismo de securitização, a queda dos preços gerou uma cadeia de outras quedas: dos imóveis para as hipotecas; destas para as cotas de securitização: delas para as cotas dos fundos de investimentos; de tais fundos para os seus compradores, em geral os bancos. Estava criada a cadeia desastrosa.
3) Março de 2007: Alguns meses antes, em março de 2007, Alan Greenspan, disse que a inadimplência das hipotecas sub-prime poderiam causar problemas para a economia, especialmente com a queda dos preços dos imóveis residenciais nos Estados Unidos. Os primeiros sinais da crise derrubaram as bolsas em todo o mundo. Aqui no Brasil o marco foi claro: O Índice Bovespa caiu 15,2% em 15 pregões, entre 19 de julho e 15 de agosto do ano passado, quando atingiu 49.285 pontos; a cotação do dólar subiu no período de 11,5%.
4) Julho de 2007: Os avisos não foram entendidos ou assimilados. O índice Bovespa voltou a subir, atingindo em maio de 2008 seu pico, 73.516 pontos. Tomando-se como base o sinal de julho de 2007, o índice Bovespa subiu mais de 23 mil pontos ou 46%! Os especuladores americanos aplicaram seus recursos na Bovespa e, apesar das advertências de Greenspan, vieram fazer seus ganhos aqui.
5) O Presidente Lula em outubro de 2008 diz que “lá (nos Estados Unidos) (a crise) é um Tsunami; aqui se ela chegar, vai chegar uma marolinha, que não dá nem para esquiar”.
6) As previsões semanais do mercado financeiro brasileiro, feitas através do Banco Central, prognosticavam em outubro de 2008 um crescimento para 2009 de 3,5%; essa previsão caiu para 1,2% em fevereiro de 2009. E já quem diga que poderá ser negativa.
7) Apesar de todos esses sinais, e de saber que os efeitos da redução da taxa Selic levam pelo menos seis meses para se refletirem na economia real. O Banco Central se movimentou no sentido contrário do que a economia pedia, com grande insistência, conforme mostra o quadro abaixo, subindo a taxa a partir de outubro de 2007 até janeiro de 2009, quando já era muito tarde para iniciar a baixa. Os efeitos estão no desemprego geral, na queda brusca de 3,6% no PIB do quarto trimestre de 2008, etc.
| Reuniões do COPOM (fonte BCB) |
| reunião nº |
data |
Taxa Selic, % aa |
reunião nº |
data |
Taxa Selic, % aa |
| 130ª |
17/10/2007 |
11,25 |
136ª |
23/7/2008 |
13,00 |
| 131ª |
5/12/2007 |
11,25 |
137ª |
10/9/2008 |
13,75 |
| 132ª |
23/1/2008 |
11,25 |
138ª |
29/10/2008 |
13,75 |
| 133ª |
5/3/2008 |
11,25 |
139ª |
10/12/2008 |
13,75 |
| 134ª |
16/4/2008 |
11,75 |
140ª |
21/1/2009 |
12,75 |
| 135ª |
4/6/2008 |
12,25 |
141ª |
11/3/2009 |
11,25 |
PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?
O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!
NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009
O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros.
Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização.
A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.
O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.
ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!
VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf
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"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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