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Editoriais 13/03/2009

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 13/março/2009     EDMAR132009.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:  A força das micro, pequenas e médias empresas no Brasil

As micro, pequenas e médias empresas no Brasil constituem o maior número de empreendimentos de negócios e a maior fonte de geração de empregos, conforme estatísticas do IBGE[1].

A tabela 1 abaixo mostra dados do levantamento de 2006 (o último elaborado) e indica que o Brasil tinha 5,1 milhões de empresas, empregando 30,1 milhões de pessoas, dos quais 23,2 milhões de assalariados. Na média, cada empresa tinha 5,9 pessoas e 4,5 empregados assalariados.

O gráfico 1 mostra a distribuição do pessoal assalariado em função do porte das empresas. Da combinação da tabela e do gráfico, pudemos elaborar a Tabela 2, que resume a importância das micro, pequenas e médias empresas na ocupação do trabalho no Brasil e, portanto na manutenção e geração de empregos.

As micro, pequenas e médias empresas eram em 2006 quase seis milhões, contra apenas 11.454 das grandes empresas; o grupamento “micro-pequenas-médias” empregavam 28,1 milhões de pessoas contra 13,2 milhões das grandes empresas. Essa estatística realça a enorme importância desse grupamento, que é o que mais sofre nessa crise, já que não tem acesso direto ao BNDES e nem tem de um modo geral o apoio e a compreensão dos bancos. O BNDES precisa reformular seus critérios de acesso, especialmente nesse momento delicado do Brasil, quando a retração industrial é a mais severa das últimas décadas. Recentemente o BNDES atuou no sentido contrário, dificultando o acesso das médias empresas ao Programa PEC, especial para capital de giro e privilegiando as grandes empresas. Por quê?


[1] Fonte, “Demografia das Empresas, 2006, IBGE. Edição de 2008

 

PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?

O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!

 

NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES  MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009

O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros. 

Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização. 

A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico. 

O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.

 ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!

VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf

 

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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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