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Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Editorial:Fracasso das exportações industriais em quatro tempos piores
O quadro numérico fornece suporte numérico para nossas análises e conclusões abaixo.

Fontes: Revista Conjuntura Econômica FGV e Banco Central do Brasil
PIOR 1: Vão de mal a pior as exportações brasileiras de produtos industriais. Além desse fato, os saldos gerais da balança comercial caem drasticamente. Dos brilhantes US$ 46 bilhões de saldos em 2006, o país deverá alcançar não mais que US$ 16 bilhões em 2010. Ou seja, menos de um terço do saldo de 2006. Aparentemente, o Governo Federal não esboça nenhuma preocupação, atento que está com as eleições presidenciais.
PIOR 2: Do escasso saldo comercial previsto, boa parte virá de exportações de commodities, que agregam muito pouca mão de obra; soja, minério de ferro, combustíveis. Cresce a participação das commodities, decresce a participação dos produtos industriais. Da percentagem de 57% de 1994 caímos para escassos 43% no primeiro semestre de 2010. Desta maneira, deixamos de agregar em nossas exportações um grande número de horas trabalhadas e de tecnologia, que acaba ficando estagnada e deteriorada com o tempo. Substituídas por produtos importados da China!
PIOR 3: A queda dos saldos comerciais faz com que o balanço de pagamentos neste ano de 2010 - e possivelmente nos próximos anos – seja muito negativo, cada vez mais. Para 2010 se espera um valor negativo de R$ 46 bilhões, que tem sido compensado pela entrada de dólares. Essa entrada, contudo, tem uma boa porção puramente especulativa, que se destina às aplicações na Bolsa de Valores e na Renda Fixa, esta estimulada pelas altas taxas de juro do Brasil.
PIOR 4: O câmbio do Real contra o dólar estancou no nível de R$ 1,70 - 1,80. Essa relação impede exportações industriais. Corrigido pela inflação do Plano Real ele deveria ser R$ 4,60 para 1 US$!
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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