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Editoriais 19/06/2009

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 19/junho/2009     EDJUN192009.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:   Ainda a poupança...

Temos publicado no “Opinião” muitos comentários sobre  os rendimentos financeiros dos fundos e da chamada  “caderneta de poupança”, que antigamente, na Caixa Econômica Federal, era mesmo uma caderneta de papel, onde as aplicações eram registradas. Hoje há uma grande discussão sobre o fato de que os fundos estariam já perdendo ou irão perder rentabilidade para a pobre poupança, ancoradouro das pessoas simples que não sabem o que é um fundo, um CDB ou cálculos matemáticos de rentabilidade. De nossos comentários, recebemos de um leitor assíduo, as seguintes observações e suas perguntas correlatas, que transcrevemos abaixo, incluindo nossas respostas:

“Caro Coradi, Bom dia!

Descontando o impacto do Imposto de Renda sobre os fundos e, como você lembrou bem, as taxas de administração, provavelmente a poupança já começa a ficar favorável. O conceito de 0,5% fixo ao mês mais TR vai ficar acima das taxas de aplicação em fundos à medida que a SELIC seja, por exemplo, de 8,25%, sem considerar a taxa de administração e sem incluir a TR na aplicação da poupança. Se o custo de captação dos bancos via CDB for maior, para compensar a poupança, os juros para financiamento e empréstimo serão igualmente maiores. Uma parte substancial do que se aplica em poupança deve ir obrigatoriamente para a carteira imobiliária dos bancos. Somente os grandes bancos podem operar nessa carteira. Com o aumento da oferta, os juros da carteira imobiliária tenderiam a cair, mas não podem porque o Banco tem um custo fixo de captação em poupança de 0,5% ao mês.

Com essas travas, a captação interna  via CDB precisam pagar taxa maior (para competir com a poupança); com isso, a taxa de empréstimo e financiamento fica mais cara para indivíduos e empresas. Uma opção seria os bancos captarem em moeda estrangeira, forçando a valorização do Real. Só os grandes bancos tem acesso a funding externo barato.

Como uma parte substancial do funding de poupança tem que ir para o crédito imobiliário, o excesso de oferta poderia fazer com que os juros nesse segmento baixassem, mas como há um patamar mínimo de 0,5 % ao mês, os juros não caem abaixo disso. Só os grandes bancos tem carteira imobiliária. Nos dois casos, como se vê, os grandes bancos continuam ganhando. Qual seria a solução? Bom dia caro amigo...”

Eis nossa resposta:  A solução é parecida com que a Zélia tentou mas não conseguiu, desindexar todo o resto da economia que ainda permanece indexada. Por exemplo, tarifas públicas, impostos, pedágios, aluguéis, rendimentos indexados, etc. Esse governo, com o populismo dele e em fim de mandato não fará isso.

Já provei que historicamente a poupança tem tido um rendimento real acumulado muito baixo, menos de 2,5% ao ano, ou seja, os poupadores já pagaram por antecipação seus preços. Agora é hora de colher um pouco...

Evidentemente os fundos poderiam ser muito mais eficientes, cortar a gordura, ser mais criativos. A volatilidade dos rendimentos dos fundos é muito grande. Adicionalmente, existem fundos demais, eles precisam passar por um processo de consolidação. Há um reflexo no carregamento da dívida pública, que de fato é verdadeiro, mas o Governo federal pode (e deve) ser muito mais eficiente, criar mecanismos para reduzir suas despesas administrativas. Não faz isso. Pelo contrário, as aumenta.

Há alguém do Governo que ainda alega ser pequena a máquina, precisam de mais gente. Pura bobagem. Quem leu o Estadão de dias atrás, viu o Sr. Amaury Machado, mordomo de Roseana Sarney ganhando R$ 12 mil do Senado, isto é, de nós, sem evidentemente fazer nada para o Senado. Dona Roseana deveria pagá-lo de seus proventos. Gostaria de publicar esse texto no “Opinião”, sem evidentemente colocar seu nome. Topa? Abraços, Carlos Coradi. Ele topou. É o Presidente de uma grande e prestigiada Empresa brasileira.

PRECISANDO DEPROJETOS BNDES ?

O BNDES TEM MUITAS MODALIDADES PARA ATENDER SUA EMPRESA, POR EXEMPLO:

 ·        FINANCIAMENTO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL  E COMERCIAL, ATRAVÉS DO PROGRAMA “FINEM”

 ·        FINANCIAMENTO DE NOVOS PROJETOS DE TECNOLOGIA VIA PROGRAMA DE “INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS”

 ·        NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DO PROGRAMA “PEC”

O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!

NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES  MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009

O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros. 

Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização. 

A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico. 

O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.

 ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!

VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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