EFC Engenheiros Financeiros & Consultores English Version
English Version
Você está em:  Editoriais  >  Dezessete anos do Plano Real
Editoriais 01/07/2011

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 01/Julho/2011     EDJUl012011.DOC Abrir/Imprimir em Word
           

Editorial: Dezessete anos do Plano Real

Neste primeiro de julho de 2011 o Plano Real faz dezessete anos. Foi o sétimo plano econômico tentando acabar com a espiral inflacionária que corroeu o Brasil durante décadas, depois de outras seis tentativas, todas elas fracassadas.

O primeiro, o Plano Cruzado, implantado pelo então Presidente José Sarney em 1986 e pelo seu ministro da Fazenda, o empresário Dílson Funaro, combinava duas coisas “incombináveis”: aumento generalizado de salários e congelamento dos preços. A inflação em janeiro daquele ano foi de 17,79%, correspondente a 613% ao ano. Uma medida drástica era, portanto, necessária. A inflação caiu para -0,58% em abril, logo após a decretação do Plano. Mas um ano depois, ela já voltara a 20,08% ao mês. Ao Plano Cruzado I seguiu-se o Plano Cruzado II, lançado em 21 de novembro de 1986, que igualmente não deu certo.

O Plano Bresser surgiu em junho de 1987, após o fracasso do Plano Cruzado em acabar com a inflação. Luiz Carlos Bresser Pereira, na condição de Ministro da Fazenda do Presidente Sarney e sucedendo Dílson Funaro, entendeu que o Plano que levava seu nome não foi desenhado para acabar e sim frear a inflação; disse ele textualmente:

O Plano Bresser não pretendia acabar com a inflação, mas apenas freá-la momentaneamente. Não estavam incluídos, ao contrário dos outros Planos, uma reforma monetária, a desindexação da economia e o congelamento da taxa de câmbio”[1].

O próximo plano, ainda no governo do então Presidente Sarney, foi o do novo Ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, batizado de “Plano Verão”. No dia 15 de janeiro de 1989 Sarney decreta novo congelamento de preços, que se dizia acompanhado por medidas fiscais e monetárias rígidas e novo choque heterodoxo inspirado nas experiências anteriores mal sucedidas.

O Presidente Sarney, em mensagem à nação, declarou guerra total ao processo inflacionário, “com as armas mais duras e as medidas mais profundas jamais tomadas neste país para enfrentar esse problema”. E agrega: “sem as medidas de hoje, a inflação poderia chegar a 1500% ao ano; a inflação destrói a sociedade, corrompe os valores morais e espirituais que a sustentam, a imagem do Governo e do próprio país”[2].

Esse plano, o quarto da série, lançou uma nova moeda, o Cruzado Novo, cortando três zeros do antigo Cruzado e desvalorizou o câmbio em 17%, de modo a criar a paridade de 1 Cruzado Novo igual a 1dólar. O câmbio foi centralizado no Banco Central. Mas a falta de suporte político e o desgaste do Governo, depois de várias tentativas de estabilizar a economia, levaram também o Plano Verão também ao fracasso.

O novo Presidente, Fernando Collor de Mello toma posse em 15 de março de 1990 e com sua Ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello edita o Plano chamado de “Collor”, cujo nome oficial era “Plano Brasil Novo”. O plano foi de uma violência inaudita, “capturando” toda a poupança dos brasileiros e por esse razão odiado pelo povo e pelos empresários. Depois de uma forte queda a inflação voltou a subir, o que obrigou o Presidente Collor a editar a segunda fase do plano, que ficou conhecida como Collor II. Que em seguida como o sexto plano de estabilização também não dá certo.

Sobre esse duplo fracasso comenta o Professor Bresser Pereira:

O Plano Collor I contou demais com a drástica redução da oferta de moeda. Por outro lado, alguns erros relacionados à oferta de moeda e aos salários, um ajustamento fiscal incompleto, uma visão errônea acerca da taxa de câmbio, as dificuldades naturais envolvidas em sair de um congelamento em condições de preços relativos desequilibrados, a demora em enfrentar o problema da dívida externa e em liberalizar o comércio e, finalmente, a falta de um verdadeiro acordo social e político trabalharam contra o Plano. Mais uma vez, o pior inimigo dos planos de estabilização no Brasil - a inflação inercial - não foi vencido”[3].

Em 29 de dezembro de 1992 Itamar Franco, então Vice Presidente do Brasil, assume a presidência após a renúncia de Collor. O mandato de Itamar vai até o final de 1994, durando dois anos. Em 19 de Maio de 1993 Fernando Henrique Cardoso assume o Ministério da Fazenda e com um grupo de economistas começa a desenhar o Plano Real, o sétimo da lista.

No início de 1995, Fernando Henrique Cardoso torna-se Presidente e o Brasil tenta mais um Plano de estabilização, dessa vez sem choques, sem imposição de cima para baixo, como um processo, uma seqüência de passos inteligentemente articulados.

O Plano Real seguiu um esquema teórico desenvolvido dez anos antes pelos economistas André Lara Rezende e Pérsio Arida de “matar” a inflação pela indexação completa e pela coexistência de duas moedas, a velha, que iria se desvalorizar rapidamente com a hiperinflação, e a virtual, que serviria para medir o valor relativo das coisas, bens e serviços.

Parecia uma idéia impraticável, mas funcionou muito bem, o povo absorveu o conceito, praticou a transição, reaprendeu o que poderia ser viver sem inflação, ao lado de, simultaneamente, sentir uma inflação gigantesca corroendo a velha moeda.

Sem esse sofisticado plano, que trocou toda a moeda do Brasil em poucos dias, passando antes por três meses de “treino” com a unidade real de valor, a famosa “URV”, o Brasil não seria o que é hoje: uma economia estável, reconhecida no mundo todo como um dos mais importantes países emergentes, uma população com renda e empregos crescentes, caminhando com segurança para um futuro melhor.

Foi preciso que os milhões de brasileiros se submetessem às experimentos de nossos economistas e políticos durante oito anos consecutivos e sete planos econômicos para, finalmente com o Plano Real, ver a espiral inflacionária debelada. O gráfico abaixo espelha o drama da inflação no Brasil, que chegou em 1993 a 2.708,39%! 



[1] Segundo palavras do próprio Bresser Pereira, conforme trabalho apresentado na Columbia University em 25 de março de 1988 e reproduzido na Revista de Economia Política, outubro de 1988.

[2] Pronunciamento do Presidente Sarney em 15/1/89, na Revista de Economia Política, Vol. 9, n.2, abril/junho de 89, pág. 127.

[3]"Hiperinflação e estabilização no Brasil", Revista de Economia Política, vol. 11, n.4, outubro/dezembro/1991; Trabalho apresentado no SeminárioEconomicProblems of the 1990s, Knoxville, The University of Tennessee, em 28/6/90.  


BASE DE DADOS DO SISTEMA BANCÁRIO BRASILEIRO EDIÇÃO 2011






A EFC tem uma longa experiência e tradição de serviços bancários. Agora lança seu novo produto, EFC - BDB, BASE DE DADOS DE BANCOS. R$ 2.000,00 E  ENTREGA IMEDIATA!
 

BASE DE DADOS DO SISTEMA BANCÁRIO BRASILEIRO

 

 

São mais de 120 Balanços de Bancos de 2010-2009, com as contas contábeis segundo o COSIF (em mais de 500 linhas da base de dados) com os bancos nas verticais, permitindo todos os tipos de cálculos e indicadores de desempenho.

JÁ ADQUIRIRAM IMEDIATAMENTE O NOVO PRODUTO:

 

 

 

O BDB é uma base eletrônica completa, que na sua Edição 2011 consta de:

 

·        Balanços consolidados de 2009 e 2010, digitados conforme plano de contas publicado;

·        Balanços Individuais separados (exemplo, de bancos que foram adquiridos por Conglomerados)

·        Peças Contábeis em arquivos pdf para 2010:

ü Relatório da Administração - RA

ü Balanço Patrimonial BP

ü Demonstração do Resultado do Exercício - DRE

ü Demonstração do Valor Adicionado - DVA

ü Demonstração do Fluxo de Caixa - DFC

ü Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL

ü Notas Explicativas - NE

ü Parecer dos Auditores Independentes

O BDB está sendo publicado em Edições Semestrais, Junho e Dezembro. O atual CD mostrado na foto é o referente às Demonstrações Financeiras de Dezembro de 2010 ao lado de Dezembro de 2009. É fornecido em CD ROM.

 

Além desse Conteúdo é fornecida também no CD a Base de Dados de Balanços Consolidados dos Exercícios de 1997 a 2009 (mais de 1.300 Balanços Patrimoniais e DRE’s)

 

Preço (líquido de impostos) a serem pagos na encomenda:

» Versão eletrônica em CD-ROM R$ 2.000,00

 

Preços incluem palestra e treinamento (viagens fora de São Paulo a combinar)

Informações, Sueli ou Christina, Tels. (11) 3266.2841 / (11) 3266.2839

Reservas, use o formulário, envie cópia pelo Fax: (11) 3266.2839,ou s.viana@efc.com.br

 

Nome da Empresa:

Nome do Adquirente:

Cargo:

Email:

     Sim, encomendo o CD ROM

Endereço para remessa:

Cidade para remessa e CEP:

 

Telefone: Fax:

CNPJ:                                         

 I.E:

Nome da Secretária:

Email:


ALGUNS CLIENTES DO CLÁSSICO “ADB - ANÁLISE DO DESEMPENHO DE BANCOS NO BRASIL” PRODUZIDO PELA EFC DESDE 1994 EM EDIÇOES IMPRESSAS E ELETRÔNICAS:

 

PRECISANDO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL?


PRECISA FINANCIAMENTO PARA EXPANSÃO?

 

PRECISA RECURSOS PARA INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS?

 

PRECISA REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA?

 

PRECISANDO DEPROJETOS BNDES?

 

O BNDES TEM MUITAS MODALIDADES PARA ATENDER SUA EMPRESA, POR EXEMPLO:

 

·        FINANCIAMENTO DE EXPANSÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL, ATRAVÉS DO PROGRAMA “FINEM”

 

·        FINANCIAMENTO DE NOVOS PROJETOS DE TECNOLOGIA VIA PROGRAMA DE “INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS”

 

·        NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!

FALE COM A EFC. SÃO 45 ANOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL COMPROVADA NA TEORIA E NA PRÁTICA EFC – ENGENHEIROS FINANCEIROS& CONSULTORES - EXPERIÊNCIA E SERIEDADE  

TEL. (11) 3266-2841 / (11) 3266-2839 

EMAIL: comercial@efc.com.br  -  www.efc.com.br


 Seminários “in company” EFC: Saiba mais...

"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...

Estudo completo sobre corretoras disponível, incluindo balanços publicados devidamente encadernados. Na aquisição do estudo tenha acesso aos estudos de 1997 a 2009. Adquira já...


CONHEÇA NOSSOS PRODUTOS/SERVIÇOS:

Conheça melhor seus Bancos e suas Aplicações Financeiras Porque é sempre oportuno conhecer melhor seus bancos e suas aplicações financeiras? Saiba mais...

Análise do Desempenho dos Bancos no Brasil: Base de dados padronizada das contas dos balanços, e uma série de indicadores de desempenho. Saiba mais...

História das Instituições Financeiras no Brasil : O sistema financeiro sempre esteve envolvido em polêmicas, desde a criação do primeiro banco no Brasil. Saiba mais...

Reestruturação Empresarial: Elaboração de um completo diagnóstico destinado à nortear as ações futuras de reorganização, para promover a melhoria geral da empresa, aumentando vendas, maior participação no mercado e maiores lucros para os acionistas. Saiba mais...

Metodologias para Controles Internos em Bancos: Controles Internos para Instituições Financeiras, com base nas metodologias do COSO e do CoCo: Departamentalização, Controles por Processos; Controle por Exceção; Controle através de Parâmetros (Balanced Score Cards), Controle através de Relatórios Gerenciais; "Self Assessement" e Sistemas de Controles. Saiba mais...

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

Meu status