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Editorial: A flutuação maluca do câmbio
O gráfico abaixo mostra como a cotação da moeda americana tem malucamente flutuado nos últimos seis anos, tornando a cabeça dos exportadores e dos importadores algo impossível de aceitar. O dólar partiu em 31 de março de 2005 de R$ 2,6654, caiu sucessivamente até R$1,5658 em 31 de julho de 2008, inverteu a tendência de queda e passou a subir até R$ 2,3776 em 31 de março de 2009, quando mais uma vez voltou a cair, para chegar ao novo piso de 1,7404 em 30 de dezembro de 2009 para finalmente subir, terminando janeiro de 2010 em R$ 1,8740. Porque essa enorme variabilidade e que males causa?

A cotação do dólar é como o preço do tomate na feira: havendo abundância ele cai, havendo escassez ele sobe. Essa é a tônica do câmbio flutuante. A forte entrada de dólares a partir de 2005, quer para investimentos em bolsa, renda fixa ou em empresas derrubou a cotação por quatro anos. A crise iniciada no segundo semestre de 2008 afugentou os investidores e derrubou a bolsa, gerando uma forte saída da divisa americana e portanto uma venda de reais e compra de dólares para remeter. Durante 2009, o susto havia passado e os dólares voltaram a especular aqui, derrubando mais uma vez as cotações. No final de 2009 e início de 2010 há um movimento de realização de lucros na Bovespa, coincidindo com remessa de lucros das multinacionais e a cotação volta a subir.
Os danos principais são feitos pela invasão de produtos chineses, coreanos, taiwaneses, mexicanos e argentinos, que estão erodindo a indústria brasileira, nos tornando exportadores de commodities como fomos há 400 anos atrás, deixando malucas as cabeças dos exportadores e endoidecendo os importadores também. Os nossos saldos comerciais estão minguando e o balanço de pagamentos já acumula fortes perdas. Esses são alguns males do nosso maluco câmbio flutuante. E o Governo? Quem nele se incomoda? E o que faz? Rigorosamente nada eficaz.
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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