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Editorial: A confusão de medidores de inflação no Brasil - Parte III
Em duas edições anteriores, fizemos uma análise dos principais índices que procuram medir o custo de vida dos brasileiros e as respectivas inflações. Nós já tratamos os índices da FGV, do IBGE, do DIEESE e da FIPE. O que desejamos neste número do “Opinião” é fazer uma comparação numérica dos principais índices e mostrar suas diferenças, muitas vezes acentuadas. São eles os seguintes:
FGV: IGP - M, Índice Geral de Preços, variante de Mercado
IBGE: INPC e IPCA - Índice de Preços ao Consumidor e Índice de Preços ao Consumidor Amplo
FIPE: IPC - Índice de Preços ao Consumidor
Não estamos colocando na lista o IGP - DI da FGV, pois ele acompanha de muito perto o IGP - M; não colocamos também o Índice do Dieese, que foi apresentado no número anterior do “Opinião” sobre esse tema. Mas em compensação, estamos colocando dois índices do IBGE da mesma família, pois eles são a base de controle do Governo: o INPC e o IPCA.
Coletamos os dados anuais do período 2005 - 2010 e os apresentamos no gráfico abaixo, que mostra as enormes diferenças entre esses quatro índices de inflação e custo de vida no Brasil.

O mais volátil deles sem dúvida é o índice da FGV, o IGP - M, que em 2009 deu um valor negativo e em 2011 apresentou o valor mais alto, 11,32%. Os índices do IBGE são muito similares, mas o IPCA é sempre inferior ao INPC; e isso é importante pois o IPCA é que baliza a meta de inflação do Banco Central. O quarto índice, o IPC da FIPE, se refere ao custo de vida em São Paulo, e em média é menor do que os dois índices do IBGE. Examinando-se o gráfico, notamos que três dos quatro índices caminharam muito próximos nesses seis anos e que o índice da FGV é o discrepante. A questão é que o IGP - M reajusta muitos preços, por exemplo mensalidades escolares, preços de transportes escolares, pedágios, reajustes de aluguéis. Portanto, atenção nele. A EFC poderá, mediante pedido, fornecer a tabela com os valores de cada um deles, inclusive mensais. Mandem um email para efc@efc.com.br.
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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