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Editoriais 16/04/2010

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 16/abril/2010     EDABR162010.DOC Abrir/Imprimir em Word
            
Editorial:   A economia brasileira de Sarney a Lula II - Parte VI[1]

·      O Plano Real: o mais bem sucedido dos Planos de estabilização

No início de 1994, já com um novo Presidente, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil tenta mais um Plano de estabilização, dessa vez sem choques, sem imposição de cima para baixo, como um processo, uma seqüência de passos inteligentemente articulados, seguindo o esquema teórico desenvolvido dez anos antes pelos economistas, mas não implantado até então, de “matar” a inflação pela indexação completa e pela coexistência de duas moedas, a velha, que iria se desvalorizar rapidamente com a hiperinflação, e a virtual, que serviria para medir o valor relativo das coisas, bens e serviços. Parecia uma idéia impraticável, mas funcionou muito bem, o povo absorveu o conceito, praticou a transição, reaprendeu o que poderia ser viver sem inflação, ao lado de sentir uma inflação gigantesca corroendo a velha moeda.

·      A apreciação de Simonsen sobre o Plano Real (outubro de 1995)

O Professor Simonsen comenta as diferenças entre os Planos anteriores e o Real[2]

“Tivemos só dois tipos de Planos, os que se basearam só na oferta, o Cruzado e o Bresser, que admitiam que a inflação fosse pura e simplesmente inercial, e o ‘feijão com arroz’ do Maílson e o do Collor, após a entrada do Marcílio no Governo, que consideravam que a inflação era apenas de demanda, sem nenhuma componente inercial. Então, o primeiro programa que levou realmente em consideração os dois lados da tesoura foi o Plano Real. A moeda indexada foi o menos importante. A transição da URV, a meu ver, foi importante, como uma maneira de acostumar a sociedade a trabalhar em uma moeda estável. Mas o importante é que não houve congelamento de preços. O congelamento é muito traiçoeiro, funciona muito bem a curtíssimo prazo, depois vai degenerando, surge o desabastecimento, o ágio envergonhado e finalmente o ágio escancarado, e o próprio colapso do sistema”.



[1] A EFC continua hoje a publicar por partes a parte VI do livro “História das Instituições Financeiras no Brasil” referente à evolução de nossa economia durante seu último quarto de século. Esse livro é uma publicação interna da EFC, não sendo encontrado em livrarias.

[2] Mário Henrique Simonsen, entrevista em “Conversas com Economistas Brasileiros”, página 201; obra citada.

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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