EFC Engenheiros Financeiros & Consultores English Version
English Version
Você está em:  Editoriais  >  A queda da taxa SELIC
Editoriais 20/07/2007

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana Finda em 20/julho/2007

 

Editorial: A queda da taxa SELIC     EDJUL202007.DOC Abrir/Imprimir em Word

Nossos leitores devem ter notado nos jornais que na quarta feira passada, dia 19 de julho, o Copom - o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic de 12,0% ao ano para 11,50%, ou seja, houve um corte de meio ponto percentual. Vamos dar uma olhada mais de perto nisso tudo!

Primeiramente vamos ver o que é a taxa Selic, que significa “Sistema Especial de Liquidação e Custódia” do Banco Central do Brasil. Trata-se de um projeto implantado no início dos anos 80 pelo qual os bancos autorizados a operar com títulos da dívida pública federal os custodiavam no BCB e então liquidavam entre si as operações de compra e venda desses títulos. Inicialmente eles eram cautelas físicas isto é em papel, como por exemplo as famosas Obrigações reajustáveis do Tesouro Nacional, ou simplesmente ORTN’s. Mais tarde, todos os títulos federais passaram a ser eletrônicos e suas emissões, guardas e liquidações de negócios igualmente controladas pelo Sistema Selic.

A taxa Selic é equivalente à taxa “Prime Rate” dos Estados Unidos, ambas medindo os juros básicos da economia ou os juros utilizados entre duas instituições “prime” ou de primeira linha. Todas as demais taxas praticadas na economia são maiores do que essa dos juros básicos. E muitas vezes são referenciadas à própria taxa Selic. Por exemplo, uma empresa pode dizer que está tomando dinheiro de um banco à “CDI + 1,5%” O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, entre dois bancos de primeira linha, é equivalente à taxa Selic. Então, a taxa citada equivale hoje à 11,5% ao ano, cumulativamente com 1,5% ao mês. O cálculo da taxa final se faz por matemática financeira:

11,5% + 1,5% a.m.> [((1,115) x (((1,5)/100) ^ (12) –1)*100 = 33,31% ao ano

O gráfico abaixo mostra uma comparação das maiores taxas de juro reais e dos cinco países “campeões”, mostrando que agora fomos para a segunda posição, ficando logo atrás da Turquia. No Brasil, a taxa de juro real é calculada pela comparação da taxa Selic com o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE.

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

Meu status