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Editorial: O Brasil está forte face à crise mundial?
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Um retrospecto dos últimos eventos da crise é o seguinte, neste final de 2008: a Islândia entra em crise, praticamente falida, precisando recorrer aos empréstimos urgentes da Rússia e do FMI; a crise mundial afeta as seguradoras chinesas; o Japão prevê um longo período de recessão; Barack Obama, já como presidente eleito apresenta um plano de estímulo da economia americana, similar ao plano dos anos 50, quando milhares de km de estradas foram construídos nos Estados Unidos; os Estados Unidos estão em recessão desde dezembro de 2007. Quanto pode durar? Um a dois anos? O quadro abaixo mostra as dez últimas recessões americanas e suas respectivas durações:

Se as teorias estatísticas são válidas, o prognóstico é de que a atual crise dure em média 11 meses, com pequena chance de chegar a 17 meses. Sua menor duração probabilística seria de (11-6) meses ou 5 meses.
Dos principais economistas ouvidos pela EFC, o ponto de vista de Eduardo Gianetti nos pareceu o mais interessante: são três perfis possíveis para a crise: o “V” (a economia cai e logo se levanta,como na bolha da internet de 2001); o “L” (a economia cai a não se levanta, como no caso de 1929 e na crise do
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crise do Japão dos anos 80) e o “U”, no qual a economia cai, leva um tempo se arrumando e em seguida levanta.
Esse parece ser o cenário para o Brasil, visto que nunca nossa economia esteve tão bem: inflação controlada; ‘divida externa sendo paga; boas reservas em dólares e ouro; “dívida interna não indexada ao dólar e bem controlada; economia crescendo a quase 6% no terceiro trimestre de 2008; previsão de crescimento positivo (2,5% a 3,5%) para 2009, medidas sendo tomadas para estimular a retomada e evitar desemprego.
De qualquer modo, já estamos com um certo desaquecimento, e os empresários precisam evitar de todos os meios demitirem funcionários. É muito importante que cada empresa entenda que se todos contribuírem para evitar o desemprego, a população se sentirá mais segura e voltará gradativamente a consumir de modo normal.
O quadro abaixo é um motivo de preocupação: saldos comerciais decrescentes, saldos do balanço de pagamentos negativos, significando menor entrada de dólares, daí a subida do cambio. Observar o melhor ano, 2006 e comparar com 2008. Como será 2009?

FELIZ 2009!
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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