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Editorial:Grau de investimento para o Brasil
O Brasil acaba de ganhar uma nota melhor da agência Standard & Poor's, a mais importante classificadora de risco dos países. As notas começam em “D”, sobem para “C”, entram na faixa de “Bês”, e então podem chegar na faixa dos “As”. A nota de um país é uma espécie de recomendação para não investir e não confiar ou pelo contrário para confiar e investir. A melhora da nota brasileira era esperada há pelo menos um ano, mas o momento surpreendeu praticamente todos os analistas.
O quadro abaixo mostra o critério da S&P: são 22 classificações, que vão desde um “D” que corresponde a nota de um país que ficou inadimplente, sem conseguir pagar seus compromissos externos, até a nota máxima, “AAA”, que apenas os países mais ricos e desenvolvidos conseguem. Na América Latina, a melhor nota é a do Chile, um belo “A”, seguido pelo México, com “BBB” e em seguida agora pelo Brasil com um “BBB-”. Os países que possuem notas de “D” até “BB+” são ditos de “grau especulativo”, significando que investimentos externos com seus negócios devem ser vistos como arriscados e oportunistas. De “BBB-” até o grau máximo “AAA” as oportunidades nos países que possuem tais notas são fitas terem um “grau de investimento”, ou seja, são oportunidades de aplicações mais seguras. É para onde o Brasil começa a entrar. Como se vê pela posição do Chile, há ainda muito trabalho pela frente.

As razões que levaram a agência S&P a melhorar a classificação do Brasil estão ligadas principalmente a melhoria das condições macroeconômicas: inflação controlada, boas reservas, saldos comerciais ainda bons, política fiscal em ordem, dívidas externa e interna sendo reduzidas e administradas, crescimento moderado, mas agora sustentável etc. O ponto crítico, ao nosso ver, está na excessiva valorização do Real, que está reduzindo nosso poder de exportar e já inverte o saldo do balanço de pagamentos, com um déficit de mais de dez bilhões de dólares em apenas três meses de 2008. Voltaremos ao tema em breve.
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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