|
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 27/junho/2008
EDJUN272008.DOC 
Editorial: Extraordinário desempenho das Corretoras de Valores
O ano de 2007 foi marcado por um extraordinário desempenho das Corretoras de Valores, quer sejam elas pertencentes aos conglomerados financeiros, quer sejam elas independentes. O quadro abaixo é um resumo do estudo feito pela EFC a partir de balanços publicados por elas. Nossa amostra inclui 26 corretoras de conglomerados e 22 independentes, 48 no total. As conclusões e nossa opinião estão apresentadas abaixo.
1) Os ativos da amostra cresceram 100% entre 31/12/2006 e 31/12/2007, uma evolução fora dos padrões usuais de crescimento do sistema financeiro brasileiro; esse fato tem muito a ver com os processos de desmutualização das bolsas brasileiras, Bovespa e BM&F. As corretoras de conglomerados quase dobraram seus ativos, mas as independentes cresceram ainda mais, 111%.
2) Os patrimônios líquidos tiveram uma evolução maior, cresceram 114%, com as de conglomerados aumentando 113% e as independentes 119%.
3) Notável foi o crescimento do lucro líquido da amostra, que para as 48 corretoras passou de
R$ 479,7 milhões para R$ 3,25 bilhões, um crescimento de 578%.
4) A rentabilidade é sempre um item importante, porque mede a relação entre o resultado anual, ou seja, o lucro líquido, e o dinheiro dos acionistas, o patrimônio líquido. Este indicador, contudo, varia muito entre as duas classes de corretoras: as de conglomerado tiveram suas rentabilidades passando de 20,73% em 2006 para 55,12% em 2007; as independentes de 9,58% em 2006 e 94,02% em 2007. Na média ponderada, a rentabilidade das 48 corretoras cresceu de 19,15% em 2006 para 60,74% em 2007. Esse número supera qualquer rentabilidade consolidada do sistema bancário brasileiro, que fica usualmente na faixa de 15 a 20% ao ano.
5) O número de corretoras independentes vem sistematicamente se reduzindo, em virtude de fusões entre elas ou compra pelas corretoras e bancos de conglomerados.
6) O forte desempenho de 2007, no qual boa parte do lucro é classificado como não operacional, se deve, com já falamos, a desmutualização das bolsas. Decididos os processos de abertura de capital da Bovespa e BM&F, essas bolsas primeiro se transformaram em sociedades anônimas; nessa transformação, as corretoras de valores trocaram seus títulos patrimoniais por ações ordinárias e a maioria delas vendeu parte de suas posições no pregão da Bovespa, realizando grandes lucros não operacionais. Essa é a razão básica dessa extraordinária rentabilidade, que não deve se repetir nos próximos anos.
Estudo completo sobre corretoras disponível, incluindo balanços publicados devidamente encadernados. Na aquisição do estudo tenha acesso aos estudos de 1997 a 2007. Adquira já...
"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...
|
Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
|
|
|