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Editorial: CAPITAL DE GIRO PARA AS EMPRESAS
As empresas brasileiras estão passando por um momento difícil, resultante da crise mundial. Esse momento se caracteriza por uma redução das vendas, cortes de pedidos já recebidos, suspensão de entregas de produtos já encomendados e fabricados, etc. O quadro de dificuldades se acentua na medida
em que o Japão, a Europa e os Estados Unidos entraram todos em recessão, demitindo milhões de empregados e, portanto deixando de importarem produtos brasileiros, tais como a soja, minério de ferro, sapatos, e muitos outros produtos, responsáveis pelos nossos enormes saldos comerciais dos últimos anos. Que já estão se reduzindo em muito .
Com esse aperto generalizado, os bancos privados operando no Brasil fecharam suas portas para o crédito em todas suas modalidades, além de terem subido as taxas de juro que vinham praticando nas diversas modalidades de crédito, tais como capital de giro, descontos de duplicatas, contas garantidas, hot money, etc. O Quadro 1 abaixo, copiado do site do Banco Central do Brasil, tem dados apenas até dezembro de 2008, mas mostra a forte evolução das taxas de crédito. O dinheiro para capital de giro, que em janeiro de 2008 custava 29,35% ao ano, subiu para 38,11% em dezembro e certamente está mais alto Janeiro de em 2009. O dinheiro ficou 30% mais caro!

Contudo, esses números representam apenas as taxas nominais. Em verdade, o custo efetivo total de todas estas operações é muito maior, mas em geral os bancos não o mencionam e os empresários não o calculam. Por conta desse fato, o Banco Central do Brasil editou a Resolução 3.517 de 6/12/2007 que obriga os bancos a fornecer o custo total de cada operação antes dela ser contratada. Mas a Resolução lamentavelmente atinge apenas empréstimos para pessoas físicas! O quadro 2 abaixo é fruto dessa resolução. Vejam a diferença:

Pelo quadro, um empréstimo de 2% ao mês vira, de fato, 3,62% ao mês. O leitor sabia disso?
PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?
O BNDES ACABA DE LANÇAR
UM PROGRAMA PARA ATENDER
AS SUAS NECESSIDADES DO GIRO!

BNDESMELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – JAN/2009
O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros.
Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 13 para 24 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 12 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização.
A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.
O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado. As operações têm taxa fixa de até 20,05% ao ano, incluído o spread do agente financeiro de até 4% ao ano. No caso de operações com micro, pequenas e médias empresas, as condições são mais favoráveis, com juros de 19,15% ao ano.
As cooperativas agropecuárias também passam a contar com um reforço para capital de giro. As cooperativas podem, por meio do Prodecoop Agropecuário, obter até R$ 10 milhões de reais para giro, com taxa de juro de 6,75% ao ano, e o limite de crédito por cooperativa, incluindo recursos para investimento e capital de giro, foi ampliado de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões. O programa agrícola do Governo Federal é gerido pelo BNDES.
BNDES cria nova linha de R$ 6 bi para capital de giro - (notícia do Jornal Valor 1/12/08)
Limite é de até R$ 50 milhões por empresa, com prazo de amortização máximo de 13 meses.O BNDES aprovou a criação de nova linha de crédito destinada ao financiamento de capital de giro de empresas brasileiras. Trata-se do Programa Especial de Crédito (PEC), com dotação orçamentária de R$ 6 bilhões e prazo de vigência até 30 de junho de
2009. A nova linha tem por objetivo promover a competitividade das empresas dos setores de indústria, comércio e serviços, exceto construção civil. Com essa medida, o BNDES visa suprir a escassez de crédito no mercado, contribuindo, assim, para o desenvolvimento e fortalecimento da atividade produtiva do país. Os financiamentos serão concedidos pelo BNDES de forma indireta, por meio da rede de agentes financeiros credenciados pelo Banco. Também serão possíveis operações diretas com fiança bancária. A linha de crédito terá valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% será considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico. As operações terão taxa fixa de juro de até 20,05% ao ano, incluído o spread do agente financeiro de até 4% ao ano. No caso de operações com micro, pequenas e médias empresas, as taxas de juro serão de 19,15% ao ano. O prazo total de amortização dos financiamentos concedidos no âmbito do PEC será de até 13 meses, com até 5 meses de carência.
ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 24 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!
VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/noticias/2009/not016_09.asp
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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