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Editoriais 20/02/2009

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 20/fevereiro/2009     EDFEV202009.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:  Por que zebras não têm úlceras mas executivos têm?[1]

Uma entrevista publicada nesta semana (17/04/2006) no jornal “Folha de São Paulo”com um título semelhante ao acima, “Por que zebras não têm úlceras?”nos chamou muito a atenção e resolvemos pesquisar o assunto. Descobrimos na internet através dessa maravilhosa ferramenta chamada Google o site http://www.brainconnection.com e deste site, rapidamente achamos o que procurávamos, o livro do Professor de Neurologia da Universidade de Stanford, Robert Sapolsky, denominado “Why Zebras Don’t Get Ulcers”. Bem, o primeiro passo estava dado, o segundo era entender os conceitos e o terceiro era caminhar para o propósito do tema do “Opinião”, comparando as zebras aos Executivos profissionais, essa classe que se estressa em cumprir suas metas, sempre com o receio subjacente de poder ser mandado embora.

No texto do “Brain Connection” pode-se ver que as teorias de Sapolsky surgiram de suas longas observações sobre os efeitos do stress em primatas das planícies do Seringeti, na África. Ele notou que as zebras, na presença de um esfaimado leão, que então pula sobre elas, esgarçando o estômago duma delas; essa ou morre ou escapa rapidamente, mas segundos depois, fora da distância de ataque, se escapou, estará pastando tranquilamente. Voltou, diz Sapolsky, ao seu equilíbrio homeostático.

O Executivo profissional – especialmente o inexperiente – que levou uma bronca pesada de seu chefe – o leão – tem duas diferenças essenciais em relação à zebra: primeiro, ele se apavora e continua apavorado por um bom tempo; não irá dormir direito, terá pesadelos com o chefe lhe agredindo, poderá gerar um sentimento de revolta, enfim, se não conseguir reagir, acabará com uma bela gastrite, que eventualmente evoluirá para uma úlcera.

A segunda diferença básica entre o Executivo e a zebra é que ele – ou melhor, eles – ou ainda melhor, nós humanos – nos estressamos por antecedência, apenas pelo desenvolvimento de uma cadeia de pensamentos que acabam lhe criando – ou melhor, nos criando – um temor potencial, às vezes mesmo um pavor – cadeia esta que não aconteceu, mas que já o – nos – oprime e angustia por dentro. Jamais isso irá acontecer com a zebra, pois para ela ou há um leão ou não há perigo e é ora de curtir a vida.

Os estudos do stress humano começaram com o médico húngaro Hans Seye, que publicou duas idéias do que chamou de “General Adaptation Syndrome” ou GAS em 1936. Então define “stress”como o processo através do qual o corpo é ameaçado por agentes nocivos e cria uma reação. Esta, por sua vez tem três estágios crescentes: 1, a reação de alarme, na qual o corpo se prepara para ou brigar ou escapar; 2, a criação de um mecanismo de adaptação (se sobreviver do estágio 1); 3, a fase da exaustão, especialmente se o stress é prolongado.

O Executivo não possui o mecanismo da zebra que elimina o stress sem deixar resíduo e então resta a ele entender o processo de stress e, por treinamento, dominá-lo, de modo a minimizar os seus lados negativos. O problema do stress, ensina o professor estudioso das zebras, é quando ele se torna crônico, prolongado, afetando o modo de pensar. Nestas circunstâncias, as células celebrais são afetadas e não se regeneram como deviam; a memória começa a falhar. Curiosamente, Sapolsky enfatiza os danos potenciais do stress para as crianças, que se continuados, prejudicarão seu desenvolvimento. Para os adultos, o professor recomenda a existência de amigos, de ombros nos quais possamos (às vezes) encostar nossa cabeça e sermos reconfortados. Isso ajuda afastar os fantasmas...


[1]Publicado originalmente em 21/abril/2006

PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?

O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!

 

NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES  MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009

O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros. 

Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização. 

A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico. 

O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.

 ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!

VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf

 

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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.