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Editoriais 31/10/2008

 
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Semana Finda em 31/outubro/2008              EDOUT312008.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial: A Blindagem do FED[1] e o Brasil: crise chega até nós!

Na quarta feira passada, sem nenhum alarde, bancos centrais de quatro países (Brasil, México, Coréia e Cingapura) estabeleceram um acordo com a maior autoridade monetária dos Estados Unidos, o “Federal Reserve” para obter quatro linhas individuais de crédito de US$ 30 bilhões cada uma, para “melhorar as condições de liquidez de seus respectivos mercados financeiros e da obtenção de fundos em dólares”. A imprensa e o congresso ou não viram a notícia ou não deram importância para ela. A notícia do FED está reproduzida no site do Banco Central do Brasil[2]).

A pergunta óbvia é a seguinte: se os presidentes da República e do Banco Central têm declarado que o Brasil tem mais de duzentos bilhões de dólares de reservas, (em verdade, 240 bilhões, segundo o Portal Brasil[3]) suficientes para o país enfrentar as turbulências internacionais com serenidade, porque tomar mais trinta bilhões do FED? Bem a questão é que os outros países desenvolvidos estão fazendo tais acordos, capitaneados pelo FED.

O Banco Central do México se limita a reproduzir o mesmo anúncio do Brasil, que, portanto; e um texto padrão acertado com o FED. Não foi possível encontrar no site o montante de reservas.

O Banco da Coréia fornece explicações sobre como pretende usar esse fundo[4]: vai fazer leilões entre os bancos que estão no país. A linha vai até 30 de abril de 2009. As reservas em dólares da Coréia em fins de setembro de 2008 eram de 240 bilhões de dólares.

A Autoridade Monetária de Cingapura diz que a medida vai na linha da prudência, mas que no momento não usará a linha de crédito do FED. Cingapura é um centro financeiro da Ásia muito importante e ligado ao dólar, centro de exportações e importações dos e para os Estados Unidos. Apresenta um quadro detalhado de suas reservas, que somam em setembro de 2008 US$ 248 bilhões.

Arranjos similares foram feitos com os Bancos Centrais da Europa, Austrália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suécia e Suíça.

O que precisamos saber é o seguinte: qual o custo dessa linha? Como será usada? A que preço será colocada para os bancos? Para que finalidade será empregada? Como é a origem de nossas decantadas reservas? Qual o risco delas se evaporarem na medida em que o capital especulativo foge daqui? Por que o Banco Central concordou em tomar a linha do FED?



[1] Release Date: October 29, 2008 For release at 3:30 p.m. EDT at http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20081029b.htm

Today, the Federal Reserve, the Banco Central do Brasil, the Banco de Mexico, the Bank of Korea, and the Monetary Authority of Singapore are announcing the establishment of temporary reciprocal currency arrangements (swap lines). These facilities, like those already established with other central banks, are designed to help improve liquidity conditions in global financial markets and to mitigate the spread of difficulties in obtaining U.S. dollar funding in fundamentally sound and well managed economies.

Federal Reserve Actions

In response to the heightened stress associated with the global financial turmoil, which has broadened to emerging market economies, the Federal Reserve has authorized the establishment of temporary liquidity swap facilities with the central banks of these four large and systemically important economies. These new facilities will support the provision of U.S. dollar liquidity in amounts of up to $30 billion each by the Banco Central do Brasil, the Banco de Mexico, the Bank of Korea, and the Monetary Authority of Singapore

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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