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Editoriais 27/07/2007

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana Finda em 27/julho/2007

 

Editorial: Crise mundial nos mercados financeiros?  EDJUL272007.DOC Abrir/Imprimir em Word

Os indícios de uma crise mundial nos mercados financeiros chegaram ao Brasil através de vários indicadores:

1) O Índice Bovespa, termômetro dos preços das ações na Bolsa de Valores de São Paulo, que passava por um máximo de 58 mil pontos no dia 2 de junho passado cai para 53 mil pontos, com grande rapidez. Uma queda de 5 mil pontos após um processo de longa subida, começado em 2003.

2) O risco país deu uma forte subida; estava em 142 pontos no final de abril, nível mais baixo alcançado e subiu agora para 222 pontos, um acréscimo de 56 % em menos de 90 dias;

3) A cotação da moeda americana, que chegou a R$ 1,86 há poucos dias, e vinha em quedas sucessivas, repentinamente subiu para R$ 1,93 ou 4% para cima.

A questão básica número 1 é por que essa crise mundial está ocorrendo? Vamos lá... Uma crise dessa repercussão sempre tem duas características: um ambiente de uma longa subida e uma faísca, ou elemento detonador do processo de reversão. A longa subida está presente nesse caso, pois as bolsas do mundo todo têm tido, nos últimos anos, um crescimento impressionante de seus preços. De Nova Iorque à Bovespa; das bolsas da China às bolsas européias. E a faísca, desta vez, foi o mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde alguns fundos e algumas empresas ligadas a esse mercado tiveram perdas fortes. Essa faísca se irradiou primeiramente nos Estados Unidos, contagiando os investidores americanos maiores e em seguida, se espalhou pelo mundo.

Como funciona uma faísca de medo no mercado financeiro mundial? Ela é uma espécie de estopim, que primeiramente atinge grandes investidores institucionais, que são muito profissionais e buscam as melhores oportunidades nos mercados mundiais, especialmente as dos países emergentes. Tais investidores olham o risco potencial alertados pela faísca e então, com receio de perdas maiores, vendem imediatamente suas aplicações de risco, por exemplo ações de países emergentes, quer para fazer caixa e cobrir perdas, quer para irem para papéis do tesouro americano, os mais seguros, a chamada busca de qualidade.

A nossa bolsa, a BOVESPA, fica exposta a essas crises pois muitos grandes investidores estrangeiros estão comprados nas ações brasileiras e então, no epicentro da crise, vendem maciçamente para fazer dinheiro com rapidez. Daí a repentina queda do índice Bovespa e do preço de nossas ações.

As crises financeiras mundiais podem ser apenas um reajuste nos preços ou podem ser mais profundas. No caso atual, os analistas estão divididos entre essas duas hipóteses. Qual será a verdadeira, é cedo para afirmarmos. De qualquer modo, no caso brasileiro, a subida tem sido muito forte. Basta lembrar que, em outubro de 2002, antes da posse de Lula em seu primeiro mandato, o Índice Bovespa estava próximo de 10 mil pontos, ou seja, tivemos uma subida em cinco anos de mais de 500%. Era pois muito evidente que, na primeira faísca, haveria um reajuste importante. Vamos aguardar...

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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