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Editorial: Vamos estudar a questão “Petróleo?” - Parte II
No“Opinião” de 05/09/2008 publicamos a parte I desse estudo, onde mostramos um quadro com as reservas provadas dos maiores produtores de petróleo, com o Brasil no décimo primeiro lugar, exibindo reservas de 11,2 bilhões de barris. Falamos que esse número não leva em conta as descobertas do chamado “pré-sal” que poderão agregar (quando provadas) algo entre 10 e 15 bilhões de barris.
No “Opinião” de hoje mostramos o consumo e a produção dos vinte maiores países ordenados pelo número de barris por dia que consomem. Calculamos também as faltas e os excessos entre o consumo e a produção de cada país, indicando qual a falta ou o excesso percentual da produção em relação ao consumo. As principais conclusões estão mostradas abaixo.

1) Os Estados Unidos, país de maior consumo, com 20,8 milhões de barris/dia, gasta quase US$ 500 bilhões de dólares por ano de importações;
2) O segundo maior déficit é o do Japão, que necessita importar quase todo petróleo que consome, gastando aos preços de hoje, praticamente US$ 198 bilhões de dólares por ano;
3) A gigante China também necessita importar muito, gastando US$ 124 bilhões por ano;
4) A Rússia é um grande produtor, e pode exportar liquidamente US$ 256 bilhões por ano;
5) O maior faturamento com vendas de petróleo é o da Arábia, U$ 345 bilhões por ano;
6) O Brasil ainda seria obrigado a importar petróleo, cerca de US 19,5 bilhões, mas graças ao programa do álcool o gasto anual líquido (importações menos exportações) foi, em 2007, de US$ 3,1 bilhões. Como se vê, o Brasil ainda não atingiu a tão esperada auto-suficiência. Na parte III, a ser publicada em breve, vamos apresentar os dados do Brasil com mais detalhes.
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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