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Editoriais 13/06/2008

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 13/junho/2008                               EDJUN132008.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial: Seis mitos sobre o valor de uma empresa[1]

A EFC tem sido procurada frequentemente por empresários que desejam saber quanto vale seu negócio. E querem saber por diferentes razões: vender a companhia, negociar a entrada de um novo sócio, pagar um minoritário descontente que deseja sair, reavaliar os ativos para ajustar o número do patrimônio no balanço, remunerar melhor o capital dos acionistas e assim por diante.  

Nesses projetos de avaliação empresarial, a EFC busca entender melhor as razões que motivam a busca da avaliação, para então determinar qual metodologia se mostrará mais adequada[2]. Com bastante freqüência, buscamos um economista competente para nos ajudar na mecânica de avaliação e se for o caso, assinar o correspondente laudo. Essa peça tem conotação jurídica e serve para que o contador da empresa faça o lançamento do novo valor dos ativos com a contrapartida, no patrimônio líquido, de “Ajustes de Avaliação Patrimonial”.

Apesar desses esmeros técnicos, muitas vezes o acionista e ou os donos da empresa que pedem a avaliação acham que o processo é matemático, é exato, e certamente será coincidente com o número que eles têm na cabeça. Mas isso raramente acontece. Precisamente por essa razão, iremos descrever aqui os seis mitos sobre o valor de uma empresa, conforme nos relata o Professor Aswath Damodaran, um renomado estudioso do tema e professor na New York University em seu livro “Valuation”.

Mito 1: Tendo em vista que os modelos de avaliação são quantitativos, a avaliação é objetiva. Errado, avaliações não são tão científicas que possam ser tomadas como números infalíveis.

Mito 2: Uma avaliação que tenha sido bem pesquisada e bem feita é duradoura para sempre. Errado, uma avaliação de um negócio se refere às condições encontradas no momento do estudo, as quais certamente irão mudar ao longo do tempo.

Mito 3: Uma boa avaliação provê uma estimativa precisa do valor do negócio. Errado. Sempre existirão incertezas com relação ao número final, e em especial sobre as hipóteses ligadas ao futuro da empresa e da economia.

Mito 4: Quanto mais quantitativo o modelo de avaliação, melhor a qualidade da avaliação. Errado. Um modelo mais sofisticado exigirá muito mais cuidado com as hipóteses e com os dados coletados, e se esse cuidado não ocorrer, não será a sofisticação do modelo que assegurará a qualidade da avaliação.

Mito 5: O mercado em geral está errado. O empresário, ao verificar o número da avaliação de sua empresa e o que o mercado diz que ela vale, acha que o erro está no mercado. Errado. Raramente o mercado erra, pois representa o outro lado da questão. Ninguém consegue vender um carro usado por um preço fora do que o mercado quer pagar.

Mito 6: O produto da avaliação – o valor – é o que importa; o processo de avaliação não é importante. Errado. A essência da avaliação está em seu processo.

Se você tem um problema de avaliação, chame a EFC pelo telefone (11) 3266-2841.


[1]Conforme Aswath Damodaran, em “Valuation”, John Wiley & Sons, NY, 1994

[2] Para uma introdução sobre esse assunto, consulte nosso site em http://www.efc.com.br/servicos/avalempres/index1.htm

 

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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