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Editoriais 11/01/2008

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana finda em 11/janeiro/2008[1]                            EDJAN112008.DOC Abrir/Imprimir em Word

 

 

Editorial: A EFC na China (Reedição)

A EFC esteve na China por duas semanas, acompanhando um empresário brasileiro que foi vender tecnologia para os chineses. E aproveitou para aprender algo sobre a cultura daquele belíssimo país, cujas notas estão abaixo reproduzidas.

Laurence Brahm, em seu livro “Elementos da China", diz que a psicologia chinesa se baseia na interação de cinco elementos criadores e destruidores relacionados entre si: água, madeira, fogo, terra e ouro. Esses elementos se associam ao idioma, refletindo uma filosofia de continuidade entre o passado e o futuro.

Os caracteres da escrita chinesa nascem na dinastia Shang, por volta de 1700 AC, e foram encontrados gravados pelo calor em ossos de animais. Mais tarde, entre 770 AC e 221 AC, tais caracteres eram escritos em pequenas tábuas de bambu presas entre si, formando idéias coletivas que representavam narrativas. Do bambu a escrita chinesa passou aos blocos de madeira (618 -907) e na dinastia Song (960 – 1127) ao papel, com o uso do pincel, em grafias artísticas. O livro de Laurence Brahm caracteriza os cinco elementos da cultura chinesa já citados, a água, a madeira, o fogo, a terra e o ouro.

A água e uma forma que alimenta a vida, fonte eterna do começo; nela se respira vitalidade, mas também destruição. É energia, nas quedas, mudando o rumo das águas, como as "Três Gargantas", que será a maior usina hidroelétrica do mundo.

A madeira é filha da água, mas é também fonte para o fogo; a fina chuva alimenta os bosques de bambu, um lugar para reflexão; a queima da madeira a transforma em fumaça, que se esvanece e se espraia qual o espírito que se sente em toda China.

A madeira, com uma centelha, se transforma no fogo, gerando a energia da chama, o explosivo poder armazenado no carvão; o fogo dá o calor, que é a vida e a luz, ilumina nossos caminhos.

O fogo pode ser apagado com a terra, rocha desintegrada. Mas a terra gera também a rocha fechando o círculo. Os guerreiros de terracota, do primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, representam a mão do homem transformando a pedra para unificar a China.

O ouro vem da terra, fundido pelo fogo da madeira e esfriado pela água, representando a riqueza, a elegância das jóias, o mistério dos dragões dourados sobre as portas dos palácios.

China, um país gigante, uma população que supera de 1,3 bilhão de habitantes, um crescimento fantástico, de 9,3% desde 1989[2], quase 10 milhões de quilômetros quadrados, Produto Interno Bruto superando já trilhões de dólares, renda per capita média já superior a mil dólares, crescendo aceleradamente, um dinamismo impressionante, uma união do velho, tradicional ao mais moderno, aos celulares, à internet, aos foguetes e satélites, com as empresas multinacionais correndo para se instalarem na China, desde o McDonalds até a indústria automobilística.

O Brasil já se faz presente, inclusive, com a BM&F, Banco Itaú BBA, Noronha Advogados, entre outras empresas, se instalando ou já operando em Shanghai. A China já é o terceiro maior importador do Brasil. Uma oportunidade e um exemplo para o Brasil. E um grande exportador para o Brasil.

Não é possível que o Brasil não possa voltar a crescer em ritmo acelerado, integrando os brasileiros em um novo entusiasmo, em uma nova fase de prosperidade, com oportunidades para todos. Já tivemos isso por algumas vezes, com os anos do milagre brasileiro da década de 70. Porque não agora novamente? Inspirar-se na China e conduzir a nave rumo às visões arrojadas.


[1] OPINIÃO publicado em 14/11/2003.

[2] Segundo dados do "The Economist" no artigo “China, o novo gigante”

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2839; efc@efc.com.br; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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