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Editoriais 07/02/2007

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07/fevereiro/2007

O Balanço do BMG                           EDBANCOS07FEV2007.DOCAbrir/Imprimir em Word

Publicar as demonstrações Financeiras auditadas de um banco aos vinte e três dias do mês de janeiro já é por si só um mérito muito importante. Quando, além disso, o desempenho do Banco é muito bom, a EFC tem é que elogiar, como também muitas vezes critica. O Banco BMG, pioneiro e campeão em operações de crédito consignado, obteve um lucro líquido em 2006 de R$ 263,2 milhões e uma rentabilidade sobre o patrimônio de 26,3%, muito boa.

As demonstrações financeiras do Banco BMG S.A. e suas controladas com os resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2006 e de 2005 foram examinadas e assinadas em 19 de janeiro de 2007 pela PricewaterhouseCoopers, Auditores Independentes sem ressalvas. Os ativos totais do banco atingiram R$ 4,619 bilhões em 31/12/2006, ao lado do patrimônio líquido de R$ 1,004 bilhão. Esse valor representa um ganho patrimonial de R$ 200,136 milhões sobre o patrimônio líquido de 31/12/2005, ou seja, um aumento de 24,9% sobre o ano anterior.

A análise das Demonstrações de Resultados revela um grande volume de receitas decorrentes de operações de crédito, R$ 1,437 bilhão, curiosamente mais de 100% do total das receitas da intermediação financeira, visto que um hedge protetor para tais operações consome parte dessas receitas (8% a mais).

As despesas da intermediação financeiras foram em 2006 muito baixas, representando apenas 27,8% das receitas, o que fez com que o resultado bruto da intermediação financeira atingisse R$ 961,179 milhões, representando um lucro bruto financeiro de impressionantes 72,2% sobre as receitas da intermediação financeira.

Desta maneira, o lucro antes dos impostos atingiu R$ 377,894 milhões ou 28,4% sobre as receitas financeiras. Os impostos (imposto de renda e contribuição social) "levaram" a importante cifra de R$ 104,695 milhões, deixando o lucro já mencionado de R$ 263,2 milhões.

Trata-se de um banco de excelente desempenho e sólido crescimento, portanto, que muito tem contribuído para o crescimento do crédito consignado, componente importante dos empréstimos para as pessoas físicas. O quadro abaixo mostra o crescimento do estoque de operações de crédito pessoal nos últimos anos: como se vê, as operações totais de crédito livre cresceram 5 vezes e o crédito pessoal 12 vezes entre 1999 e 2005. O crédito consignado foi o grande responsável por esse crescimento.

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.