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Editoriais 08/12/2000

A tabela abaixo mostra uma comparação de taxas de empréstimos para crédito de pessoas jurídicas e de pessoas físicas em dois instantes do ano 2000: o dia 30 de maio passado e o dia 8 de dezembro, ou seja, com um intervalo de aproximadamente seis meses entre as duas medidas. Isso foi feito para quatro tipos de empréstimos: para pessoas físicas, cheque especial e crédito pessoal (de 12 meses); para empresas (pessoas jurídicas) desconto de duplicatas e capital de giro. As fontes consultadas foram o Banco Central (para maio), os bancos individualmente e jornais de economia. Os dados do BC não estão disponíveis após maio, estranhamente. Os dados correspondem às taxas máximas praticadas, mas todos os bancos têm taxas menores para clientes que fazem aplicações. Isso chama-se "reciprocidade". Um bom gerente financeiro de empresas mede a reciprocidade em planilhas, para ver se vale a pena.



O gráfico da figura abaixo mostra a evolução mensal das taxas dos certificados interbancários, o quanto um banco cobra do outro por transferir reservas. As taxas do CDI servem de referência das taxas mais baixas da economia, próximas de quanto rendem os títulos federais e então podem ser interpretadas como as taxas primárias. Como se vê pelo gráfico, após março de 1999 elas têm estado sistematicamente em queda. Contudo, as taxas pagas pelos tomadores de dinheiro têm se movido muito pouco para baixo. Vale dizer, crédito no Brasil ainda é muitíssimo caro.

O Banco Central está atento mas parece que a margem de manobra é pequena. Resta saber porque. Sem crédito acessível e barato, disponível para os empresários gerarem emprego e para o povo consumir não desenvolveremos esse país. Esse quadro precisa mudar logo, urgentemente.

 

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.