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Editorial: EFC comenta bancos no Canal Bloomberg
O Diretor da EFC foi convidado em 25 de fevereiro para, em uma entrevista no canal Bloomberg, comentar os últimos balanços publicados dos grandes bancos brasileiros, o que fez com base na análise dos dados que estão apresentados no quadro abaixo:
O quadro mostra os dados do Banco do Brasil, do novo banco Itaú Unibanco, constituído ao final de 2008 pela fusão dos dois conglomerados financeiros e do Bradesco. Esses três gigantes literalmente comandam o mercado bancário brasileiro, respondendo por mais de três quartas partes de qualquer quesito numérico do sistema bancário brasileiro. Os principais destaques são os seguintes:

1) A fusão Itaú – Unibanco criou o maior banco brasileiro, quer
em ativos (R$ 632,7 bilhões em 31/12/2008) quer em valor patrimonial contábil (R$ 43,7 bilhões no balanço “proforma”). Contudo, sua rentabilidade patrimonial caiu para 22,9% (“pro forma”) vindo de 25,8% nos três primeiros trimestres de 2008 (anterior a fusão). O lucro líquido atingiu R$ 7,8 bilhões contábeis, mas chegou a R$ 10,0 bilhões nos cálculos “proforma’ que levam em conta variáveis não recorrentes contábeis, mas que tem sentido econômico.
2) O Banco do Brasil teve em 2008 um desempenho excepcional, tendo atingido sua maior rentabilidade histórica, 29,4%. Seus ativos superaram os do Bradesco, totalizando R$ 521,2 bilhões; o lucro foi também excepcional, chegando a R$ 8,8 bilhões.
3) O Bradesco, sempre um dos campeões de desempenho, teve em 2008 uma queda em sua rentabilidade, que caiu de 26,4% em 2007 para 22,2% em 2008; essa queda se deve em boa parte, aos resultados do último trimestre de 2008, 27% menores que os de 2007.
Na entrevista, respondendo a uma pergunta da entrevistadora, dissemos que consideramos muito seguro o atual sistema bancário brasileiro, principalmente devido ao saneamento realizado nos últimos quinze anos, quando grandes bancos como o Econômico, Bamerindus, Nacional sofreram intervenções do Banco Central; falamos também da criação do PROER e PROES, este último projeto resolvendo a questão dos bancos estaduais, em geral “quebrados”. A resolução 2554, de Controles Internos, de 1998, foi igualmente importante. Pois atingiu todas as instituições do sistema financeiro: bancos múltiplos, comerciais, de investimentos, corretoras e distribuidoras de valores, financeiras, empresas de leasing. Dissemos ainda que os americanos, que são o foco desta crise mundial, deveriam aprender algo com nosso sistema financeiro, sem dúvida melhor controlado do que o dos Estados Unidos e o da Europa.
PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?
O BNDES ACABA MELHORAR O PROGRAMA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO!
NO PROGRAMA ESPECIAL DE CRÉDITO (PEC), HOUVE AUMENTO DO PRAZO TOTAL DE 24 PARA 36 MESES. O TOMADOR PASSA A TER PERÍODO DE CARÊNCIA DE 12 MESES, E MAIS 24 MESES ADICIONAIS PARA AMORTIZAÇÃO. 20/02/2009

BNDES MELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – 29/01/2009
O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros.
Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 24 para 36 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 24 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização.
A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.
O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado.
ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 36 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!
VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/produtos/download/Circ016_09.pdf
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"Análise do Desempenho de Bancos no Brasil”, estudo publicado anualmente com cerca de 130 bancos, praticamente todo o sistema bancário brasileiro, são analisados de acordo com seus balanços publicados. Disponibiliza uma base de dados padronizada das contas dos balanços, segundo as normas do Banco Central, e uma série de indicadores de desempenho que são apresentados em tabelas e gráficos classificando os bancos conforme cada indicador, em duas versões: impresso e em CD-ROM. É apresentado em Português e Inglês em dois volumes: um com a base de dados com padronização do COSIF outro com a análise e um texto sobre a evolução do Sistema Bancário Brasileiro. Saiba mais...
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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