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Editoriais 13/02/2009

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 13/fevereiro/2009     EDFEV132009.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:  Bancos de Investimento e de Desenvolvimento

Segundo o Banco Central do Brasil, “os bancos de investimento são instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros”. De fato, as empresas pequenas e médias desconhecem essa figura. Sequer sabem que os bancos de grande porte quase sempre possuem uma “carteira de investimentos” atuando (teoricamente) como fossem um “banco de investimento”. E se tais empresas pedirem capital de giro para eles, vão encontrar as formas clássicas de “desconto de duplicata”, “hot money”, “cheque especial empresarial”, dinheiros caríssimos e também raros nos tempos atuais.

Os Bancos de Desenvolvimento têm como objetivo precípuo, segundo a definição do Banco Central, “proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e longo prazos, de programas e projetos que visem promover o desenvolvimento econômico e social dos respectivos Estados da Federação onde tenham sede, cabendo-lhes apoiar prioritariamente o setor privado”. Como se vê, a definição da época (1976) se referia a bancos estaduais de desenvolvimento, hoje quase todos fechados. Restou o BDMG de Minas Gerais e o BDES do Extremo Sul, junção de outros da região. De fato, temos um único banco de desenvolvimento, o BNDES. O BNDES tem, portanto, suprido a enorme lacuna de financiar projetos de investimento das empresas, com muito profissionalismo e de modo muito criterioso. Nessa fase crítica que o mundo nos empurrou de fora para dentro, o BNDES tem sido único em gerar diferentes maneiras de suporte às empresas. Recentemente, e pela primeira vez em sua história, criou um programa exclusivo para capital de giro, o PEC, Programa Especial de Crédito. O quadro abaixo resume os principais programas do BNDES.

Ordem

Nome

Objetivo

Demora estimada

A quem se destina

O que pode ser financiado

1

BNDES AUTOMÁTICO
http://www.bndes.gov.br/linhas/bndesaut.asp

Financiar até R$ 10 mm a cada 12 meses projetos de investimentos via agente financeiro

Intermediário entre o PEC e o FINEM

PJ, Empr. Indiv., PF agrop., Coop., Assoc. e fund.

Projetos de implantação, ampliação, recuperação e modernização de empresas, obras civis, montagens e instalações; equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES; capital de giro associado ao projeto;

2

FINEM
http://www.bndes.gov.br/linhas/finem.asp

Financiamentos superiores a R$ 10 mm destinados a investimentos, inclusive maqs e equip nacionais ou importados sem similar nac.

4 a 5 meses

PJ

Projetos de implantação, ampliação, recuperação e modernização de empresas, obras civis, montagens e instalações; equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES; capital de giro associado ao projeto;

3

PEC- Programa Especial de Crédito
http://www.bndes.gov.br/programas/industriais/pec.asp

Financiamento para capital de giro; Vigência até 31/12/09; dotação orçamentária, R$ 6 bilhões

15 a 20 dias

PJ

capital de giro

4

PROGEREN - Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda
http://www.bndes.gov.br/programas/industriais/progeren.asp

Aumentar a produção, o emprego e a massa salarial, através de apoio financeiro, na forma de capital de giro, para as micro, pequenas e médias empresas - MPMEs, localizadas em municípios selecionados via CNAE

Similar ao PEC?

Micro, Pequenas e Médias Empresas - MPMEs localizadas em municípios com ocorrência de aglomerações setoriais

capital de giro

5

CARTÃO BNDES
http://www.cartaobndes.gov.br/cartaobndes

 baseado no conceito de cartão de crédito, visa financiar os investimentos das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Para obter se a documentação estiver em ordem e entregue, 30 dias

MPMEs com ROB até R$ 60 mm, e que estejam em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais.

O portador do Cartão BNDES efetuará sua compra, exclusivamente no âmbito do Portal de Operações do BNDES (www.cartaobndes.gov.br), procurando os produtos que lhe interessam no Catálogo de Produtos expostos e seguindo os passos indicados para a compra.

6

PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO
http://www.bndes.gov.br/inovacao/linhas_inovacao.asp

Objetivo: apoiar empresas no desenvolvimento de capacidade para empreender atividades inovativas em caráter sistemático. Isso compreende investimentos em capitais tangíveis, incluindo infraestrutura física, e em capitais intangíveis

Similar ao FINEM?

PJ

Inovação tecnológica



Fonte: Site do BNDES, elaboração EFC

 

PRECISANDO DE CAPITAL DE GIRO?

O BNDES ACABA DE LANÇAR

UM PROGRAMA PARA ATENDER

AS SUAS NECESSIDADES DO GIRO!

BNDESMELHORA CONDIÇÕES DE PROGRAMA DE CAPITAL DE GIRO – JAN/2009

O BNDES ampliou os prazos de pagamento e amortização do Programa Especial de Crédito (PEC), que disponibiliza capital de giro para empresas, e as cooperativas agropecuárias também tiveram seu acesso a giro ampliado. O Banco também promoveu uma melhora expressiva nas condições oferecidas aos clientes do Cartão BNDES, com ampliação de prazos, limite e redução de juros.

 

Capital de giro - No Programa Especial de Crédito, houve aumento do prazo total de 13 para 24 meses. O tomador passa a ter período de carência de 12 meses, e mais 12 meses adicionais para amortização. Originalmente, as empresas que solicitassem os recursos do PEC tinham 5 meses de carência e no máximo 8 meses para amortização.

 

A vigência também foi prorrogada para 31 de dezembro de 2009. Na versão anterior, o programa, que tem dotação orçamentária de R$ 6 bilhões, vigoraria até 30 de junho. A linha de crédito tem valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% é considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.

 

O objetivo do programa é promover a competitividade das empresas brasileiras, em especial as micro, pequenas e médias, suprindo a escassez de crédito no mercado. As operações têm taxa fixa de até 20,05% ao ano, incluído o spread do agente financeiro de até 4% ao ano. No caso de operações com micro, pequenas e médias empresas, as condições são mais favoráveis, com juros de 19,15% ao ano.

 

As cooperativas agropecuárias também passam a contar com um reforço para capital de giro. As cooperativas podem, por meio do Prodecoop Agropecuário, obter até R$ 10 milhões de reais para giro, com taxa de juro de 6,75% ao ano, e o limite de crédito por cooperativa, incluindo recursos para investimento e capital de giro, foi ampliado de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões. O programa agrícola do Governo Federal é gerido pelo BNDES.

 

BNDES cria nova linha de R$ 6 bi para capital de giro - (notícia do Jornal Valor 1/12/08)

Limite é de até R$ 50 milhões por empresa, com prazo de amortização máximo de 13 meses.O BNDES aprovou a criação de nova linha de crédito destinada ao financiamento de capital de giro de empresas brasileiras. Trata-se do Programa Especial de Crédito (PEC), com dotação orçamentária de R$ 6 bilhões e prazo de vigência até 30 de junho de 2009. A nova linha tem por objetivo promover a competitividade das empresas dos setores de indústria, comércio e serviços, exceto construção civil. Com essa medida, o BNDES visa suprir a escassez de crédito no mercado, contribuindo, assim, para o desenvolvimento e fortalecimento da atividade produtiva do país. Os financiamentos serão concedidos pelo BNDES de forma indireta, por meio da rede de agentes financeiros credenciados pelo Banco. Também serão possíveis operações diretas com fiança bancária. A linha de crédito terá valor máximo de R$ 50 milhões por empresa beneficiária, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% será considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico. As operações terão taxa fixa de juro de até 20,05% ao ano, incluído o spread do agente financeiro de até 4% ao ano. No caso de operações com micro, pequenas e médias empresas, as taxas de juro serão de 19,15% ao ano. O prazo total de amortização dos financiamentos concedidos no âmbito do PEC será de até 13 meses, com até 5 meses de carência.

ATENÇÃO: O BNDES ACABA DE AUMENTAR O PRAZO PARA 24 MESES, INCLUINDO 12 MESES DE CARÊNCIA!

VEJA DETALHES EM http://www.bndes.gov.br/noticias/2009/not016_09.asp

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.