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Editoriais 25/04/2008

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais. 

Semana Finda em 25/abril/2008                              EDABR252008.DOC Abrir/Imprimir em Word

 

 

Editorial: Como prognosticar problemas em bancos?Parte II

(O PROES[1] aplicou em moeda de 2008R$ 125,38 bilhões em 23 Estados)


Graças a uma atuante normatização e fiscalização do Banco Central do Brasil nos últimos anos, os problemas em bancos têm se reduzido muito. Contudo, o universo de instituições financeiras não se limita apenas aos cento e poucos bancos existentes; ele inclui corretoras e distribuidoras de valores, empresas de crédito, financiamento e investimentos, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito e consórcios. São mais de mil instituições, que precisam seguir os princípios de gestão prudente e controles internos satisfatórios. E ao mesmo tempo servir bem seus clientes e obter lucro para seus acionistas.   

A EFC possui e oferece para essas instituições o mais amplo e completo banco de dados com demonstrações financeiras, que acumula dados desde 1993. Adicionalmente, o livro “História das Instituições Financeiras”[2] recapitula duzentos anos de atividades bancárias no Brasil, o que permitiu retroceder nossas análises aos tempos anteriores à criação do Banco Central. 

Recentemente, pesquisamos trinta casos de bancos que sofreram intervenção ou apresentaram dificuldades ou ainda passaram por desestatização. Voltando alguns anos antes do evento de cada um, descobrimos indicadores claros que permitiriam prognosticar com bastante segurança eventos tristes, que machucariam os clientes, o público em geral, os executivos desses bancos e finalmente seus acionistas e controladores. E que portanto poderiam ser evitados. No “Opinião” de 11/04/08 falamos de dez casos, vamos agora comentar outros dez. Prosseguiremos na PARTE III com os dez casos restantes. 

1)      Banco e Consórcio Garavelo: fortes prejuízos e liquidação em 20/07/1994.

2)      Banco Vega: forte crescimento em crédito, 64% dos ativos; liquidado em 15/05/97.

3)      BANRISUL: alguns aportes do PROES.

4)      BEMGE: sete aportes do PROES. Adquirido pelo Itaú em 140/9/1998.

5)      Banco Martinelli: forte prejuízo em 1996 e custo operacional muito alto; intervenção em 30/12/1998.

6)      Banco do Estado do Maranhão: intervenção e aporte do PROES em 15/12/1998. Adquirido pelo Bradesco.

7)      BANESE: aporte do PROES em 18/01/1999.

8)       BANESTADO: intervenção, cinco aportes PROES. Adquirido pelo Itaú.

9)      Banco Fenícia: prejuízo em 1998, perda patrimonial; transformação em instituição não financeira em 1999.

10)   Banco Crefisul: imobilização elevada, custo operacional altíssimo; liquidação extrajudicial em 23/03/1999.

Em moeda corrente, o programa PROES aportou entre 1998 e 2002 a enorme soma de R$ 61,92 bilhões. Se esse valor fosse corrigido pelo IGP - M de 2008 teríamos hoje o valor de R$ 157,3 bilhões! 

O Brasil não é absolutamente exclusivo dessas situações. O caso do Banco Barings, no qual no jogo do mercado financeiro Nick Leeson ganhou e perdeu milhões de libras e levou o mais tradicional banco da Inglaterra à falência. Em sua autobiografia, ele conta como encobriu as perdas na conta erro 88888 durante 2 anos. 

Por conta desses inúmeros casos, o Comitê de Riscos de Basiléia estabeleceu, já há alguns anos, seu “Framework for Internal Control Systems” aplicável a todos os bancos no mundo. Segue o critério COSO, que possui cinco princípios básicos: COSO: Um sistema de controles internos com cinco componentes: Ambiente de Controle; Avaliação de Riscos; Atividades de Controle; Informação e Comunicação; Monitoramento. 

Se as instituições financeiras seguirem rigorosamente esses princípios, os eventos do tipo dos que acima estão mostrados não terão grande chance de ocorrerem.


[1] Programa de Incentivo à Redução da Presença do Estado na Atividade Bancária - PROES

[2] Por ora vendido diretamente pela EFC via s.viana@efc.com.br. O estudo completo dos bancos liquidados também está disponível para venda.

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841; Skype: efc-consultores. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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