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Editoriais 20/06/2008

 
EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

Semana Finda em 20/junho/2008                               EDJUN202008.DOC Abrir/Imprimir em Word

Editorial:A importância das tarifas para os grandes bancos

O quadro abaixo foi preparado pela EFC com base em seu projeto anual denominado “Análise do Desempenho dos Bancos no Brasil - Edição de 2008” e mostra a importância das tarifas para os dez maiores bancos, classificados pelos seus ativos totais. A tabela apresenta esses ativos para duas datas, 31/12/2007 e 31/12/2006; em seguida os montantes das “Receitas de Prestação de Serviços”, o nome formal para as tarifas, em dois períodos, os anos de 2007 e 2006; continuando, o quadro apresenta duas colunas com as divisões, para cada ano, das receitas de prestação de serviços pelas despesas de pessoal em percentagem, e finalmente, mais duas colunas mostrando a divisão das despesas de pessoal de cada ano, 2007 e 2006, com os ativos totais de cada ano.

  

A divisão das receitas de prestação de serviços pelas despesas de pessoal é uma medida da importância dessa receita de tarifas pela principal despesa dos bancos, a de pessoal; como se vê entre os banco de varejo o maior número é 189% ocorrido em 2006 para o Banco Itaú e o menor é do Safra em 2007. Contudo, cuidado com a análise: um banco pode ter uma equipe mais “enxuta” do que outro do mesmo tamanho e com isso a percentagem será maior.

Para se ter uma medida do gasto com pessoal, calculamos os quocientes entre tais despesas e os ativos dos mesmos bancos em 31/12/2007 e 31/12/2006. A interpretação desse novo índice pode ser assimilada ao que um banco de varejo “queima” de seus ativos por ano para pagar seu pessoal. O Safra tem o índice mais “enxuto” apenas 1%; Os bancos de varejo que mais “gastam” de ativos em pessoal são a CEF com 2,9% em 2007 e 3,0% em 2006; o Banco do Brasil e o HSBC, com números iguais: 2,7% em 2006 e 2,6% em 2007.

É também importante se examinar as ordens de grandezas das diferentes colunas: O BB tem o maior ativo, R$ 357 bilhões, seguido pelo Bradesco com R$ 341 bilhões e pelo Itaú com R$ 294 bilhões.

Mas os números realmente impressionantes são das receitas de tarifas, com o Bradesco faturando R$ 10,8 bilhões em 2007, seguido pelo Itaú com R$ 10,1 bilhões e do Banco do Brasil com R$ 9,9 bilhões. Esses números medem com clareza a extraordinária importância das tarifas para os grandes bancos que atuam no Brasil. No total, os dez maiores bancos faturaram em 2007 R$ 52,2 bilhões, contra R$ 45,2 bilhões em 2006, com um aumento de 15,6% entre esses dois anos!

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.