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EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 26/outubro/2007
Editorial: Transporte rodoviário de carga no Brasil EDOUT262007.DOC 
A atividade de transporte de carga no Brasil é crucial no momento em que vivemos com um grande crescimento das exportações e importações. A EFC resolveu investigar mais de perto uma amostra de trinta empresas de carga rodoviária, para ter idéia de como vai o setor. Para isso, se valendo de publicação especializada, tabulou e reordenou os dados, agrupando em três categorias de tamanhos essas empresas conforme suas receitas operacionais. O resultado da tabulação está apresentado no quadro abaixo, cujas conclusões são colocadas a seguir:
| Tamanho das empresas: grandes, médias e pequenas, classificadas pela receita operacional de 2006 |
Receita operacional liquida
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Patrimônio Líquido
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Lucro líquido
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Liquidez corrente
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Endividamento geral
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Rentabilidade patrimonial
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Grau de capitalização
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R$ milhões, média de 10 empresas do segmento
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R$ milhões, média de 10 empresas do segmento
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R$ milhões, média de 10 empresas do segmento
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ativo circulante sobre passivo circulante, %
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passivo exigível sobre ativo total, %
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lucro líquido sobre patrimônio líquido,%
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patrimônio líquido sobre receita operacional, %
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| R$ 600 à R$ 170 mm de receita |
310.077 |
54.876 |
7.824 |
157% |
59% |
14,3% |
17,7% |
| R$ 169 mm à R$ 25 mm de receita |
68.122 |
22.309 |
1.508 |
100% |
64% |
6,8% |
32,7% |
| R$ 24 mm à R$ 6 mm de receita |
14.548 |
6.800 |
241 |
148% |
58% |
3,5% |
47,7% |
| Fonte: Revista Maiores & Melhores do Transporte e Logística; elaboração, EFC |
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1) Rentabilidade do setor: Com os dados de 2006, o grupo das empresas maiores, com receitas de R$ 170 milhões à R$ 600 milhões apresenta uma rentabilidade média de 14,3%, número baixo para um setor que vive com más estradas, altos valores de pedágio, forte fiscalização das três esferas públicas, filas imensas nos portos, etc. Essa rentabilidade cai com a diminuição das empresas: no grupo das empresas médias, com faturamento de R$ 25 milhões até R$ 169 milhões, a rentabilidade média é de apenas 6,8 %; no grupo das pequenas empresas, as com faturamento entre R$ 6 milhões até R$ 24 milhões, a rentabilidade é ainda menor, apenas 3,5%, taxa inferior aos ganhos da caderneta de poupança.
2) Endividamento do setor: O número médio de endividamento do setor fica entre 58% e 64%, bastante alto se considerarmos que a maioria das empresas de transporte desconta duplicatas a 2 até 3,5% ao mês, ou seja, uma taxa de juro anual na faixa de 35% à 50% ao ano, número muito maior que a rentabilidade do setor. Isso significa que a maioria das empresas de transporte trabalha para seus bancos!
3) Capitalização do setor: A capitalização do setor se reduz com o tamanho das empresas, o que indica uma falta crescente de patrimônio, falta essa que é coberta com recursos de terceiros. As grandes empresas combinam liquidez corrente maior com um nível importante de endividamento, combinação essa que indica a insegurança com a qual o setor de transporte rodoviário vive; em princípio, quem tem alta liquidez não deveria ter endividamento alto, mas não é o que os dados estão indicando.
4) Concorrência: Há um enorme número de pequenas empresas de transporte, que nascem de motoristas demitidos ou terceirizados. Preferem financiar um ou dois caminhões e trabalhar por conta própria, gerando uma degradação dos preços de transporte. A concorrência predatória faz baixar a rentabilidade das empresas que conseguiram crescer. As saídas são a busca de nichos de especialização, como a logística, armazenagem, terminais portuários. A melhoria da gestão, o controle detalhado dos custos, uma contabilidade interna acoplada à uma controladoria eficaz são também instrumentos úteis.
DADOS ADICIONAIS DE SUPORTE

Na página seguinte apresentamos dois estudos de correlação muito interessantes, que ilustram como a rentabilidade se liga com o tamanho da empresa e como a liquidez é dependente do nível de endividamento de cada empresa de transportes.
A EFC possui parceiros especializados em desenho de estruturas de capital de giro e de condições de taxas de juro mais adequadas para empresas de transporte e acumula, com eles, experiências bem sucedidas de revitalização dessas empresas.Convidamos as empresas interessadas em maiores informações sobre este estudo e sobre nossas experiências a enviar um email para c.coradi@efc.com.br e teremos prazer em lhes atender.
ESTUDOS DE CORRELAÇÃO

O gráfico 1 correlaciona a rentabilidade patrimonial, medida pela divisão do lucro líquido de 2006, apurado nos balanços contábeis oficiais pelo patrimônio líquido contábil com o próprio PL. A reta de correlação indica que, na medida em que cresce o patrimônio, cai a rentabilidade; indica também que para empresas menores, a dispersão da rentabilidade é maior, existindo, portanto pequenas empresas extremamente rentáveis e pequenas empresas com grandes prejuízos. Isso enfatiza a necessidade de busca de estratégias adequadas, quer comerciais, quer financeiras.

O Gráfico 2 correlaciona a liquidez corrente (divisão do ativo circulante pelo passivo circulante) com o endividamento em percentagem (medido pela relação entre o exigível e o ativo total). O gráfico indica que com o crescer do endividamento cai a liquidez corrente (e certamente a rentabilidade, ou seja, os lucros). O que significa que as empresas de transporte que possuem carência de capital de giro precisam de reestruturação financeira, com alongamento de seus passivos e redução das taxas de juro. Esse trabalho de melhoria é obtido por uma consultoria especializada, combinada com a habilidade de busca de bancos que se interessem por suprir tal capital de giro.
Cabe à consultoria escolhida mostrar a viabilidade das operações desenhadas, de modo a dar ao banco a tranqüilidade necessária para a aprovação do crédito e da operação escolhida.
Fonte: Revista ” Maiores & Melhores do Transporte e Logística”; elaboração, EFC
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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