Semana Finda em 16/novembro/2007
Editorial: A Excelência Empresarial – Parte I EDONOV162007.DOC 
A excelência empresarial, segundo Craig & Silva, se baseia em um equilíbrio harmonioso entre enfoques fundamentados na cultura da organização e no pensamento estratégico dos negócios.
Os estilos de gestão japoneses, baseados fortemente na cultura, não foram suficientes para torná-los vencedores imediatamente à segunda guerra mundial. Foram necessárias algumas décadas de aprendizado do management americano, absorvido por centenas de jovens nipônicos nas melhores universidades dos Estados Unidos para tornar os produtos e as empresas japonesas vencedoras.
Grandes consultorias de negócios, tais como a Mckinsey & Company nos anos sessenta, atuando em grandes companhias americanas, geraram um encantamento fantástico ligado ao planejamento estratégico, levando a maioria das mais influentes escolas americanas de gestão, as “business schools” com seus MBA’s, fortemente equipadas com as ferramentas de planejamento estratégico.
O professor Craig, um MBA ele próprio de Harvard e conselheiro especial da “Arthur Young International Strategic Management Consulting Service” reconhece que essa tendência dos anos 60 e 70 foi longe demais, atingindo extremos alarmantes e engessando grandes corporações.
Essas observações ligadas à ênfase demasiada ora na cultura, ora na estratégia, levaram esses autores renomados a escreverem o livro “Criando Excelência nas Empresas”, um best seller da década 80.
Reproduzimos abaixo trecho do artigo de Bernardo Leite Moreira sobre a “Importância da cultura organizacional”, em negrito e itálico :
“A verdadeira dimensão da importância da Cultura Organizacional talvez só possa ser perfeitamente compreendida pelas pessoas que a experimentam.
A cultura organizacional determina o estilo de gestão das chefias e o próprio comportamento das pessoas dentro da empresa. Sentir sua influência e perceber sua forte pressão social é uma experiência única.
E única também são as suas características fazendo-se diferenciar as empresas da mesma maneira que os seres humanos diferenciam-se por meio de suas características individuais, sua personalidade.
Aliás, por razões didáticas compara-se a cultura organizacional das empresas com as características de personalidade das pessoas. É como se a cultura organizacional fosse a personalidade da empresa. Não há empresa, de qualquer segmento ou porte, que não tenha suas características de personalidade.”
Henry Fayol já em 1908 dizia que o equilíbrio e o bom senso são fundamentais na administração. A visão do equilíbrio entre estratégia e cultura, base da teoria de Craig& Silva reforça e complementa o pensamento do pai da administração, o francês Fayol, cujos princípios de administração são ainda bastante atuais e válidos como ferramentas da moderna gestão.
Fonte: http://www.rhcentral.com.br/artigos/abre_artigo.asp?COD_Tema=665