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Editoriais 18/05/2007

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana Finda em 18/maio/2007

 

Editorial:Como comprar e vender ações... Parte II   EDMAI182007.DOC Abrir/Imprimir em Word

Em continuidade ao “OPINIÃO” publicado na semana passada, prosseguimos com algumas considerações sobre o mercado de ações. Para entender a questão do preço das ações no Brasil, precisamos repassar o particular momento econômico brasileiro, excepcional e provavelmente único em nossa história.

Como esse momento se caracteriza?

1. Por uma inflação muito baixa, inferior a 3% ao ano; comparem: em 2003 foi de 22,8%, em 2004 9,4%, em 2005 5,97 %, em 2006 foi de 3,79 % , nunca foi tão baixa!

2. Por saldos comerciais (exportações – importações) crescentes: 2003, US$ 23,8 bilhões; 2004, US$ 33,64 bilhões; 2005, US$ 44,75 bilhões; 2006, US$ 46,09 bilhões. O Brasil nunca, em seus 500 anos, teve saldos comerciais positivos dessas magnitudes.

3. Por reservas cambiais elevadas: em dezembro de 2003 tínhamos US$ 49,2 bilhões; em dezembro de 2004 US$ 52,9 bilhões; em dezembro de 2005 US$ 53,7 bilhões; em dezembro de 2006, US$ 85,8 bilhões e finalmente em março de 2007 US$ 109,53 bilhões. O Brasil nunca havia tido esse volume de reservas!

4. Pela dívida externa sendo paga absolutamente em dia. Não podemos nos esquecer do Brasil “quebrado” em 1982 e 1984, isto é, ficamos sem pagar os juros da dívida externa;

5. Pela redução da dívida externa, que era algo como US$ 220 bilhões em 2002, representando 45% do PIB; caiu para US$ 160 bilhões em 2007, algo como 20% do PIB.

6. Por um Risco Brasil baixo, ele era 2.400 pontos em outubro de 2002, caiu para menos de 140 pontos agora, maio de 2007; isto tem um significado prático importantíssimo: hoje captamos dinheiro no exterior a 1,4% acima das taxas do tesouro americano; em 2002, pagávamos 24% a mais do que aquelas taxas.

Por essas seis razões, O Índice Bovespa, que mede o preço das 50 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, e que na posse de Lula em 2002 estava em 12 mil pontos, está agora acima de 51 mil pontos, ou seja, 425% acima, gerando um ganho de 325% em quatro anos, ou 37% ao ano, em média.

A questão básica, agora, é a seguinte: vai continuar a subir? Até quantos pontos? Em que prazo de tempo? Muitos analistas falam em “bolha”, isto é, uma subida além dos limites razoáveis, que repentinamente pode estourar, gerando uma grande queda.

De fato, existem ações muito caras, mesmo nos recentes lançamentos, feitos com relações preço/lucro superiores a cinqüenta. Dessas ações o investidor deve ficar distante, ainda que passem a subir após a oferta inicial (IPO, ou Initial Public Offer). Não acreditamos, contudo em grandes quedas, desde que não tenhamos uma catástrofe externa ou interna.

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.