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Está na moda a questão do IPO. Mas, o que é isso mesmo? Segundo o “Dictionary of Finance and Investment Terms” , IPO ou Initial Public Offering é a primeira oferta de ações de uma empresa ao público. Em outras palavras, o primeiro lançamento das ações na Bolsa.
Nós conhecemos o mercado de ações brasileiro desde 1971, portanto há trinta e seis anos. Já o vimos crescer de uma forma estrondosa, despencar de maneira similar, cair por muitos meses, subir fortemente em menos de 30 dias, igualmente cair drasticamente em igual tempo. E com muitos IPO’s. Mas parece-nos que agora – digo nos últimos três anos – estamos diante de um fenômeno diferente, mais amadurecido, menos volátil.
Por quê? Por razões macroeconômicas do particular momento brasileiro e por mudanças estratégicas concebidas e dirigidas por Raymundo Magliano à frente da Bovespa. Deixando de lado os comentários sobre macroeconomia (vejam números anteriores do “OPINIÃO”) o que mudou na Bovespa? A essência da mudança é a criação de três categorias especiais para abertura do capital das empresas, com regras rígidas de Governança Corporativa, transparência, conduta ética da empresa. São três níveis de qualidade crescente, dos quais o maior é o próprio “NOVO MERCADO”, categoria na qual só se admitem ações ordinárias.
Há anos atrás, dei em nosso escritório da Avenida Paulista uma entrevista para a CNN (dos Estados Unidos) explicando em inglês os vícios das ações preferenciais, a grande maioria das ações negociadas na Bovespa, e o que muitos controladores de empresas faziam com seus negócios particulares com o dinheiro das empresas, sem que os preferencialistas pudessem objetar. Com o NOVO MERCADO essas práticas que desmoralizavam nossas ações tendem a acabar. E então os investidores estrangeiros, percebendo que o Brasil se aproxima do “Investment Grade”, se antecipam e correm para comprar nossas ações.
Entre 2006 e 2007, dois grandes blocos de lançamentos de IPO’s foram os do mercado imobiliário e dos bancos de médio porte. Na área imobiliária, o quadro abaixo, embora elaborado em abril com dados de janeiro passado, mostra bem preços de lançamento fora de propósito: relação P/L muito acima das médias do Ibovespa, hoje por volta de 15. Então é preciso cuidado ao comprar ações novas!
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Empresa
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Lucro projetado, 2006, R$ milhões
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Ações totais (após oferta)
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Último preço ação
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Data cotação
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Lucro proj por ação
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Preço/Lucro por ação
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Abyara
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R$ 21,01
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16.950.000
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R$ 40,00
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5/1/2007
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R$ 1,239
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32,3
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Gafisa
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R$ 41,68
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109.978.872
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R$ 30,08
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24/1/2007
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R$ 0,379
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79,4
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Company
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R$ 39,05
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15.304.348
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R$ 25,74
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24/1/2007
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R$ 2,551
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10,1
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Rossi
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R$ 22,21
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74.351.814
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R$ 23,30
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24/1/2007
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R$ 0,299
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78,0
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Klabin Segall
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R$ 16,07
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35.000.000
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R$ 18,60
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25/1/2007
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R$ 0,459
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40,5
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Cyrela
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R$ 140,66
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177.232.439
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R$ 40,20
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26/1/2007
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R$ 0,794
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50,7
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Rodobens
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R$ 4,54
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45.575.200
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R$ 19,00
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lançamento
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R$ 0,18
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107,1
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Brascan
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R$ 76,40
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176.778.469
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R$ 17,00
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5/1/2007
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R$ 0,43
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39,3
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54,7
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Média
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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.
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