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Editoriais 25/05/2007

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.

 

Semana Finda em 25/maio/2007

 

Editorial:IPO? O que é isso?    EDMAI252007.DOC Abrir/Imprimir em Word

Está na moda a questão do IPO. Mas, o que é isso mesmo? Segundo o “Dictionary of Finance and Investment Terms”[1] , IPO ou Initial Public Offering é a primeira oferta de ações de uma empresa ao público. Em outras palavras, o primeiro lançamento das ações na Bolsa.

Nós conhecemos o mercado de ações brasileiro desde 1971, portanto há trinta e seis anos. Já o vimos crescer de uma forma estrondosa, despencar de maneira similar, cair por muitos meses, subir fortemente em menos de 30 dias, igualmente cair drasticamente em igual tempo. E com muitos IPO’s. Mas parece-nos que agora – digo nos últimos três anos – estamos diante de um fenômeno diferente, mais amadurecido, menos volátil.

Por quê? Por razões macroeconômicas do particular momento brasileiro e por mudanças estratégicas concebidas e dirigidas por Raymundo Magliano à frente da Bovespa. Deixando de lado os comentários sobre macroeconomia (vejam números anteriores do “OPINIÃO”) o que mudou na Bovespa? A essência da mudança é a criação de três categorias especiais para abertura do capital das empresas, com regras rígidas de Governança Corporativa, transparência, conduta ética da empresa. São três níveis de qualidade crescente, dos quais o maior é o próprio “NOVO MERCADO”, categoria na qual só se admitem ações ordinárias.

Há anos atrás, dei em nosso escritório da Avenida Paulista uma entrevista para a CNN (dos Estados Unidos) explicando em inglês os vícios das ações preferenciais, a grande maioria das ações negociadas na Bovespa, e o que muitos controladores de empresas faziam com seus negócios particulares com o dinheiro das empresas, sem que os preferencialistas pudessem objetar. Com o NOVO MERCADO essas práticas que desmoralizavam nossas ações tendem a acabar. E então os investidores estrangeiros, percebendo que o Brasil se aproxima do “Investment Grade”, se antecipam e correm para comprar nossas ações.

Entre 2006 e 2007, dois grandes blocos de lançamentos de IPO’s foram os do mercado imobiliário e dos bancos de médio porte. Na área imobiliária, o quadro abaixo, embora elaborado em abril com dados de janeiro passado, mostra bem preços de lançamento fora de propósito: relação P/L muito acima das médias do Ibovespa, hoje por volta de 15. Então é preciso cuidado ao comprar ações novas!

Empresa

Lucro projetado, 2006, R$ milhões

Ações totais (após oferta)

Último preço ação

Data cotação

Lucro proj por ação

Preço/Lucro por ação

Abyara

R$ 21,01

16.950.000

R$ 40,00

5/1/2007

R$ 1,239

32,3

Gafisa

R$ 41,68

109.978.872

R$ 30,08

24/1/2007

R$ 0,379

79,4

Company

R$ 39,05

15.304.348

R$ 25,74

24/1/2007

R$ 2,551

10,1

Rossi

R$ 22,21

74.351.814

R$ 23,30

24/1/2007

R$ 0,299

78,0

Klabin Segall

R$ 16,07

35.000.000

R$ 18,60

25/1/2007

R$ 0,459

40,5

Cyrela

R$ 140,66

177.232.439

R$ 40,20

26/1/2007

R$ 0,794

50,7

Rodobens

R$ 4,54

45.575.200

R$ 19,00

lançamento

R$ 0,18

107,1

Brascan

R$ 76,40

176.778.469

R$ 17,00

5/1/2007

R$ 0,43

39,3

 

 

 

 

 

 

54,7

 

 

 

 

 

 

Média



[1]Fonte: Barron’s Financial Guides, John Downes & Jordan Elliot Goodman

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.