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Editoriais 27/11/2009

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 27/novembro/2009     EDNOV272009.DOC Abrir/Imprimir em Word
 
Editorial:  O índice PL das ações no Brasil

Um dos critérios universais para se comprar ou vender ações nas bolsas de todo o mundo é se examinar qual a relação entre o preço de uma ação e seu lucro anual por unidade de ação lançada, a chamada relação P/L. Em inglês, “Price-Earnings Ratio”. Esse indicador significa quantas vezes o preço praticado em bolsa é múltiplo do lucro líquido que caba a cada ação.

Considerando-se a Bolsa de Nova Iorque, a maior do mundo, e se examinando a relação do PL médio entre 1995 e 2008 achamos uma média de 26,67[1] . Os Estados Unidos possuem longas séries estatísticas nesse campo de estudos; a média da relação P/L de 1900 até 2005 é de 14 (ou 16, dependendo de se usar a média geométrica ou aritmética).

Na Bovespa, a maior Bolsa da América Latina, o índice que mede a subida ou descida do preço das ações é o IBOVESPA, que é medido desde 1966. Devido à espiral hiper inflacionária do Brasil, esse índice, que partiu de 100 (número relativo, base de referência dos preços das ações naquele ano) rapidamente atingia 100 mil pontos, quando então era dividido por 10 ou por 100 em certas vezes. Apenas com o Plano Real, iniciado em 1994, a inflação brasileira começou a ser domada (lentamente!) estando bem controlada nos últimos anos, ao nível de um dígito. Desta maneira, olhando-se o preço das ações em um horizonte de pouco tempo, podemos deduzir se elas estão caras ou baratas.

O IBOVESPA computa o preço das cinquenta ações mais negociadas, considerando-se o volume em reais transacionado por cada uma. Mas há muitos anos, a concentração de meia dúzia de ações, precisamente as mais negociadas, responde por quase metade do índice. Nós fizemos cálculos recentes, e descobrimos que seis ações (Petrobrás, Grupo Pão de Açúcar, Gerdau, Itaú Unibanco, Bradesco e BMFBovespa) respondem exatamente por 46% do volume negociado e portanto têm grande influência no valor do índice. E como estão para essas seis ações os respectivos índices P/L? A média ponderada das seis ficou em 21, número relativamente alto para as taxas de juro brasileiras. Mas das seis ações, uma delas está com P/L em 43, o maior valor e outra com P/L 13 apenas. O que significa que algumas ações não têm pouca chance de subirem e outras ainda têm um bom espaço. Para o aplicador em bolsa que seja pessoa física e novato na área, o melhor é confiar em uma boa corretora de valores ou comprar cotas de um bom fundo de ações, que tenha uma história confiável de desempenho.

É bom alertar os leitores que os níveis atuais do índice (67 mil pontos) estão muito próximos do máximo de 2008 (73 mil pontos) o que, a nosso ver, significa pouco espaço para subida. O quadro abaixo fornece alguns indicadores preciosos para compra ou para venda dessas seis ações. Nele, PL significa Patrimônio Líquido.

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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.