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Editoriais 10/12/2010

 

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e
Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais.
Semana Finda em 10/Dezembro/2010     EDDEZ102010.DOC Abrir/Imprimir em Word
           

Editorial: QUARENTA ANOS DO ÍNDICE BOVESPA

O gráfico abaixo mostra uma coletânea de 480 pontos do Índice Bovespa mensal, desde janeiro de 1971 até dezembro de 2010 (cotação do dia 10/12/2010). Considerando-se que a inflação acumulada desses quarenta anos é de 969.651.281.093.921% (novecentos e sessenta e nove trilhões, seiscentos e cinqüenta e um bilhões, 281 milhões e noventa e três mil, novecentos e vinte um por cento), apenas se pode examinar a série desses pontos se conseguirmos compará-los em moeda constante. O que fizemos, usando um algoritmo que primeiro leva em conta as múltiplas vezes nas quais o índice Bovespa foi dividido por algum divisor, por exemplo por 100 ou por 10 e depois corrigido pela inflação. O resultado dessa metodologia é a obtenção de uma série de 480 pontos referidos a uma única data, que no caso é dezembro de 2010. Mostramos abaixo as cinco fases de evolução de nossa Bolsa.

·        Fase 1: vai de janeiro de 1971 até meados de 1982; corresponde inicialmente à fase do “milagre brasileiro”, à qual se deve a subida de 1968 até o pico de junho de 1971 (a preços de hoje, 21.585 pontos), seguida pela fase de prolongada queda, que terminou em 1982, com um mínimo de 2.294 pontos. Uma queda de dez vezes em onze anos.

·        Fase 2: vai de 1982 até 1987; abrange a fase de preparo do Plano Cruzado, seu pico em abril de 1986 com 33.830 pontos (a preços de hoje) e a drástica queda para 5.584 pontos em agosto de 1987. Engloba as gestões de Dílson Funaro e Bresser Pereira no Ministério da Fazenda e José Sarney na Presidência. O Plano Cruzado fracassa após tentar combinar congelamento de preços com aumentos salariais generalizados, causando o maior desabastecimento de mercadorias que se viu no Brasil desde a segunda guerra mundial. Luiz Carlos Bresser Pereira assume o  lugar de Funaro, cria o Plano Bresser  mas dura  apenas de abril a dezembro de 1987; seu plano também fracassa.

·        Fase 3: vai de 1987 a 1992, caracterizada por alta volatilidade, conseqüência da elevada inflação; é a fase do Plano Verão (Mailson da Nóbrega, 1989)  seguida pelos planos Collor I e II(1990 a 1992). O índice Bovespa, a preços de hoje, oscilou entre 2.413 em outubro de 1990 e 17.631 em abril de 1992. Fernando Collor sai da Presidência em outubro de 1992, sendo substituído por Itamar Franco.

·        Fase 4: se inicia com os preparativos para o Plano Real quando o índice parte de 9.000 pontos logo após a posse de Itamar e segue subindo com as duas gestões de Fernando Henrique Cardoso (FHCI e FHCII) até o pico de 44.091 pontos, atingido em agosto de 2000; dada a situação crítica das finanças brasileiras, o índice cai até 19.000 pontos na posse de Lula,  em janeiro de 2003.

·        Fase 5: começa com a posse de Lula, mas prossegue caindo até 16.740 pontos em fevereiro de 2003 para iniciar uma longa subida, que termina em maio de 2008, com o índice atingindo 84.463 pontos a preços de dezembro de 2010. Esse pico, a preços correntes, foi de 72.592 pontos. Curiosamente, a Bovespa teve seu pico nesse ano seis meses depois do pico da Bolsa de Nova Iorque, que sentiu os efeitos da crise com antecipação. Os investidores de lá correram para cá. As crises imobiliária e bancária dos Estados Unidos trouxeram a maior queda da Bovespa, que em termos correntes “raspou” 30.000 pontos em novembro de 2008, ou em moeda de dezembro de 2010, 41.188 pontos. Lula II vai entregar o governo para a presidente Dilma com o índice Bovespa próximo de 70.000 pontos, contrariando previsões de que ele alcançaria 100 mil pontos em 2010.

·        Prognósticos para 2011: usando o mesmo algoritmo já citado, transformamos o gráfico acima em uma escala de potências de 10 através da conversão dos pontos de moeda constante para os logaritmos desses valores. Em seguida ajustamos uma curva exponencial e projetamos esse ajuste por doze meses. Resultou um índice Bovespa “flat”, sem previsão de crescimento para 2011. O que é consistente com o quadro econômico esperado para  esse primeiro ano de Dilma, um ano de ajustes antes da nova fase de crescimento.

A EFC, comemorando 18 anos em 2011, deseja a todos seus amigos, clientes, jornalistas e leitores do “Opinião” um feliz natal e um próspero 2011.




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Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
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A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.

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