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Editoriais 28/03/2008

EFC - Especialistas profissionais em Planejamento Estratégico, Reengenharia, Reestruturação Empresarial e Consultoria para Instituições Financeiras e Industriais. 

Semana Finda em 28/março/2008                              EDMAR282008.DOC Abrir/Imprimir em Word

 

 

Editorial: A Fusão da Bovespa Holding com a BM&F

As ações da Bolsa de Mercadorias & Futuros e da Bovespa Holding tiveram alta reagindo ao anúncio feito pelas duas bolsas aprovando a suas fusões.

Existem razões estratégicas que justificam a junção de nossas duas bolsas. É o próprio presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, que declara ser preciso fortalecer a posição brasileira face às reestruturações que ocorrem em todas as bolsas do mundo, quer de ações, quer de futuros. Segundo notícias, a fusão criará a segunda maior bolsa das Américas, apenas atrás de Chicago. Ele nos diz também que haverá importantes economias administrativas, pois os custos de ambas se concentram em despesas de pessoal e de tecnologia, áreas de potenciais ganhos.

Nós fizemos em 1995 o Plano Estratégico da BM&F (Consórcio EFC e “The CBM Group”) e então conhecemos muitas bolsas do mundo: Chicago Mercantile Exchange (CME), Chicago Board of Trade (CBOT), Chicago Board of Options Exchange, (CBOE), London International Futures Exchange (LIFE), Singapure Futures Exchange (SIMEX), Hong Kong Futures Exchange, Tokio Futures Exchange. Nenhuma delas era ligada formal ou informalmente à uma bolsa de ações. O que aprendemos na época, é que são negócios distintos, quer em processos de pregão, quer em custódia, quer em ajustes e liquidações. Mas os tempos mudam...

Na imprensa lemos o ponto de vista de um ex-Presidente da Bovespa e da BM&F, um de seus criadores, O ex-Presidente da Bovespa e fundador da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), Eduardo Rocha Azevedo, se manifestando contra a fusão. Reproduzimos um trecho publicado na Folha on Line: “Azevedo condena a idéia de fusão entre Bovespa e BM&F. Ele acha que são Bolsas com naturezas, públicos e importâncias distintas”.

O quadro abaixo é um ensaio da EFC sem profundos critérios contábeis, do que seria a fusão das duas bolsas.

Estudo da BM&F

BM&F

Bovespa Holding

SOMA

ações existentes após lançamento

901.877.292 705.275.264 1.607.152.556
lucro líquido 2007, R$ 293.300.000 478.500.000 771.800.000
lucro por ação 0,325 0,678 0,480
preço da ação 26/03/08 17,85 26,34 22,10
relação P/L 55 39 46
patrimônio de balanço, 31/12/07 1.339.300.000 1.543.799.000 2.883.099.000
valor patrimonial por ação 1,49 2,19 1,79
rentabilidade patrimonial 22% 31% 27%
Valor de Mercado, R$ bilhões 16,10 18,58 34,68

Os dois lançamentos foram feitos com relações de preço / lucro por ação muito alta, que, segundo nossos cálculos, estariam localizados na faixa de 40 a 60; ou seja, os acionistas que adquiriram essas ações compraram em verdade, desempenho futuro. Talvez aí esteja um dos motivos da fusão ora anunciada. De qualquer modo, as duas ações caíram bastante após o lançamento. Bovespa saiu no lançamento à R$ 32, lançada no prospecto à R$ 23, hoje está em R$ 26. BM&F saiu no lançamento à R$ 20, foi a R$ 24, hoje está em R$ 17,85. De qualquer modo, são excelentes companhias, o que temos de melhor no mercado financeiro brasileiro. Boa sorte!

Este informativo é editado por responsabilidade de Carlos Daniel Coradi, Presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.
 Tel.: (11) 3266.2841; Fax: (11) 3266.2841. Sugestões são bem vindas.
A responsabilidade pelos comentários econômicos do "Opinião" é do Economista Mário Sérgio Cardim Neto.